CIAM e CECAF reúnem-se na Praia focados em estratégias para defesa dos músicos e criadores na era digital (c/áudio)

Cidade da Praia, 28 Jan (Inforpress) – O Conselho Internacional de Autores de Música (CIAM) e o Comité Executivo do Comité Regional Africano da CISAC (CECAF) reúnem-se na Praia para traçar estratégia em vista à defesa dos direitos de autores e músicos nesta era digital.

Trata-se do primeiro encontro entre as duas organizações internacionais para a defesa e protecção dos direitos de autores, e está integrada no âmbito da missão da CIAM e CECAF a Cabo Verde.

Antes da reunião entre as duas organizações, que decorre num dos hotéis da capital, o presidente do CIAM, Eddie Schwartz, em declarações à imprensa, avançou que neste encontro vão traçar estratégias para que os músicos e autores possam ser devidamente compensados, quando as suas músicas e composições são tocadas na rádio, na televisão, ou quando o conteúdo é utilizado no youtube e nas plataformas Streaming, Itunis, Spotify.

Particularmente sobre Cabo Verde, esta figura reconhecida por escrever grandes clássicos, considerou que a música cabo-verdiana tem um “grande poder e são músicas lindas”, por isso, ajuntou, é preciso cobrar quando elas são tocadas no Brasil, em Portugal e Estados Unidos de América e outros países.

Esta manhã, a comitiva foi recebida no salão de banquete do Palácio da Governo, pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que enalteceu o facto de o país estar a criar condições através da criação de leis para que as entidades de gestão colectiva e de propriedade intelectual possam fazer o seu trabalho.

Conforme referiu, o Governo, em dois anos e nove meses de mandato, conseguiu concluir todo o quadro regulatório, “mas ainda há muito trabalho a fazer para que as instituições incorporem as leis e a sua implementação”, realçou.

“O importante é que as instituições entendam e compreendam para que possamos fazer parte de um mercado internacional que representa sete ou oito bilhões de dólares por ano. É uma oportunidade para os nossos criadores deixarem de ser dependentes dos patrocínios do Estado para poderem viver dos seus próprios benefícios” precisou.

Por seu turno, a presidente da Sociedade Cabo-verdiana da Música (SCM), Solange Cesarovna, reforçou que com neste encontro vão analisar como é que o CIAM pode ajudar o continente africano na organização, para que as entidades de gestão colectiva possam fazer um melhor trabalho na protecção dos seus criadores, para que possam conseguir ter uma maior acção e melhores resultados a nível de cobrança no continente e deste modo melhorar a remuneração dos músicos e criadores.

Uma vez que o encontro decorre em Cabo Verde, acrescentou que o país vai estar no centro das atenções, visto que vai-se analisar como é que as duas instituições podem ajudar os músicos cabo-verdianos a atingirem os seus resultados através da SCM e a receberem os seus direitos no país e além-fronteiras.

Conforme explicou, a nível da legislação e da preparação da SCM no que diz respeito ao código de cobrança, que é realizada através da parceria com a CISAC, “está tudo pronto para que 2019 seja um ano de licenciamento dos usuários a nível nacional”.

Entretanto, lembrou que a SCM conta com a parceria de outras entidades para que possam defender os interesses dos músicos cabo-verdianos nos cinco continentes.

Após esta cobrança, afirmou, o dinheiro tem que voltar para a SCM, para que esta entidade de gestão colectiva possa fazer a divida distribuição.

“O CIAM representa quatro milhões de autores de músicos no mundo, e nós temos oportunidade de fazer acordo de reciprocidade com todas as entidades colectivas que representem estes quatro milhões para que representem todos os músicos e criadores de Cabo Verde”, sublinhou.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

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