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Chuvas/Praia: Moradores das localidades de Jamaica e Simão Ribeiro apelam à ajuda das autoridades

Cidade da Praia, 19 Ago (Inforpress) – Os moradores dos bairros da Jamaica e Simão Ribeiro, arredores da Cidade da Praia, continuam a passar por dificuldades sempre que chove e apelam às autoridades competentes para os ajudarem.

Com a queda das primeiras chuvas, a Inforpress percorreu hoje de manhã alguns bairros do capital do País para ver o ponto de situação e auscultar os moradores desses novos bairros, que nos últimos anos tem sofrido com queda das precipitações.

Ana Fernandes, de 24 anos, mais conhecida por “Di” reside na zona da Jamaica, com as duas crianças e ocupa uma barraca, revelou que tem tido muitas dificuldades com as chuvas, uma vez que tem percorrido toda a noite a mudar constantemente a cama de um lado para o outro para se proteger da água das chuvas.

Avançou que com a queda das primeiras chuvas ainda não enfrentou nenhum constrangimento, e disse esperar que esse ano não seja igual ao ano transato.

Ana Fernandes apelou as autoridades competentes no sentido de receber um apoio que lhe permita construir um lar, ou pelo menos um quarto para viver com a família com a mínima de dignidade.

“Penso que as autoridades competentes devem nos ajudar porque Jamaica é uma zona pobre”, revelou a moradora, que disse que as estradas de terra batida estão cheias de lamas e que existem fios de electricidade enterrados no chão molhado, razões essas, que considera preocupantes para os moradores.

Tuca, que reside no mesmo bairro com o marido e neto há 12 anos, conta que a única preocupação é a estrada que neste momento se encontra em péssimas condições, e fica mais difícil neste período de chuva o que acaba por impossibilitar a circulação de carros.

“Na Jamaica, as pessoas invadiram o leito das ribeiras com construções clandestinas, pelo que as cheias encontraram dificuldades para fazerem o seu percurso normal até ao mar”, reconheceu a moradora.

Por outro lado, Cidália, mãe de dois filhos, residente em Simão Ribeiro, confessou que ano passado passaram por situações bem difíceis com as chuvas e, conforme disse, “passaram a noite acordados e na escuridão a batalhar” com a água, que invadiu a sua casa.

“Todos os anos é assim e ninguém faz nada”, enfatizou Cidália, anotando que as chuvas deste ano ainda não provocaram danos, mas que mesmo assim, está com muito medo.

Preocupada, a moradora de Simão Ribeiro apelou às autoridades competentes para construírem muros de protecção capazes de garantir “mínimas condições” de segurança e desviar as cheias.

AT/AV//CP

Inforpress/Fim

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