Chuvas/Brava: Três famílias necessitam de ser realojadas e 20 muros reconstruídos – edil

Nova Sintra, 14 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, anunciou hoje que pelo menos três famílias necessitam de ser realojadas “imediatamente” e cerca de 20 muros deverão ser reconstruídos.

Francisco Tavares falava à imprensa em jeito de balanço dos estragos causados pelas chuvas caídas durante o final de semana em quase todo o País, salientando que mesmo com danos, no final os “ganhos são maiores” de que se não tivesse caído chuvas.

Sobre os estragos, apontou que no que tange a habitações, tiveram conhecimento de cinco situações “mais preocupantes”, onde pelo menos três famílias têm de ser realojadas, acrescentando que uma delas já foi, e que neste momento, a câmara municipal está a procurar casa para arrendar para realojar mais umas.

Na localidade de Campo Baixo, Francisco Tavares acentuou que conjuntamente com o Ministério da Agricultura e Ambiente, estão a ser analisadas as intervenções necessárias de um edifício que o MAA possui nesta zona, para poder alojar mais uma família que ficou “gravemente afectada”.

Ainda, destacou outros casos de inundação de habitação por vários motivos, apontando o “entupimento de canos, vias de água mal feitas em direcção a casa, casas com uma quota muito baixa”, explicando que foram situações ultrapassadas.

Já no quesito das estradas ou vias de acesso, realçou que até este momento contabilizaram 20 casos de muros arrombados, espalhados por todas as zonas da ilha, exceptuando os danos na estrada de acesso a Fajã d´Água, que ainda não possuem um levantamento exaustivo.

O edil avançou que já iniciaram os trabalhos de desobstrução de algumas vias, pois, todos os muros caídos “carecem de intervenção relativamente urgente”.

Francisco Tavares aproveitou para avançar que ainda não possui um orçamento detalhado, mas conta que com cerca de sete a oito mil contos podem repor todos os muros e ainda fazer os trabalhos necessários para o realojamento das famílias com dignidade.

“Se formos um pouco mais longe necessitamos de dez mil contos, porque é necessário que a câmara faça uma intervenção de fundo na máquina retroescavadora que já está com quase 20 anos e anda a demonstrar várias avarias, e a sua intervenção está orçada em cerca de 2.500 contos”, acrescentou o edil, justificando que seria necessário fazer a máquina chegar até à cidade da Praia para uma intervenção de fundo.

Informou ainda que esteve reunido em vídeo-conferência com o Governo e os presidentes das câmaras municipais de Fogo, Santo Antão e da ilha de Santiago para relatarem estas situações.

Daí, realçou que a indicação do Governo é que o quanto antes tem que se fazer todas as desobstruções das vias e que nos próximos dias a câmara deve fazer um levantamento exaustivo, elaborar um programa e um projecto e trabalhar com o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação e as Estradas de Cabo Verde para encontrar as melhores soluções e financiamento para dar resposta aos estragos e necessidades.

MC/CP

Inforpress/Fim

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