China pede que G7 pare de interferir em seus assuntos internos

Beijing, 10 Mai (Inforpress) – O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China pediu hoje que alguns países ocidentais parem imediatamente de interferir nos assuntos internos da China na sequência das preocupações expressadas sobre a eleição do chefe do executivo em Hong Kong.

John Lee, 64 anos, ex-secretário administrativo-chefe do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), venceu a primeira eleição para chefe do Executivo no domingo, na sequência das “melhorias” no sistema eleitoral da região em 2021.

“Alguns países e instituições ocidentais conspiraram para caluniar a eleição e interferiram seriamente nos assuntos internos da China. A China se opõe firmemente a isso e o condena fortemente”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, numa conferência de imprensa.

A mesma fonte acrescentou ainda que alguns países ignoraram o facto de que “a democracia em Hong Kong melhorou e a opinião pública dominante busca unidade e prosperidade”.

“O tipo de sistema eleitoral que Hong Kong implementa e que tipo de caminho de desenvolvimento democrático explora são questões internas da China, e nenhuma força externa tem o direito de interferir”, continuou.

Aquele porta-voz sublinhou ainda que o governo chinês está comprometido em implementar “plena e fielmente” o princípio de “um país, dois sistemas” e desenvolver uma democracia de alta qualidade adequada à realidade de Hong Kong, e que qualquer tentativa de forças externas de minar esse princípio seria “fútil”.

Mostrou-se igualmente confiante de que Hong Kong dará início a uma nova era de boa governança que levará à prosperidade.

Inforpress/Xinhua

Fim

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