Chefes do Estado e do Governo acreditam que apesar dos desafios Cabo Verde caminha para o progresso

 

Cidade da Praia, 05 Jul (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, e o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmaram hoje na Cidade da Praia, que Cabo Verde caminha para o progresso, apesar dos desafios que precisa driblar.

Os dois responsáveis falavam à imprensa após a deposição da coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, na Várzea, pela Presidência da República, para assinalar o 42º aniversário da Independência Nacional, hoje comemorado, 05 de Julho.

Para Jorge Carlos Fonseca, esta data representa 42 anos de afirmação da soberania, o “coroar” do processo da luta do povo cabo-verdiano pela sua dignidade e pela sua afirmação como povo com uma identidade e uma cultura própria, mas também, mais um ano para o país que ambiciona ter “cada vez mais” liberdade, mais democracia, mais progresso, mais justo e mais inclusivo.

“Cabo Verde caminha para o progresso, talvez não ao ritmo que todos desejamos, mas é com os jovens que vamos ter de carregar este país e tentar chegar com as pontas dos dedos aos céus”, declarou o Presidente da República, acrescentando que os jovens devem ser “irreverentes, críticos, batalhadores, criativos e empreendedores”, já que são o futuro.

Por outro lado, o Chefe do Estado frisou que a cerimónia da deposição de coroa de flores representa, simbolicamente, uma homenagem a todos aqueles que combateram e lutaram para a independência de Cabo Verde, particularmente Amílcar Cabral, lembrando que os simbolismos têm muita força, que podem parecer, às vezes, demasiados simples, mas que traduzem, de alguma forma, a representação colectiva.

Por sua vez, o primeiro-ministro reconheceu que nesses 42 anos da independência, os “ganhos são evidentes” do percurso de um país independente, que ultrapassou várias dificuldades e que hoje está num caminho que se quer reforçar para alcançar a fase do desenvolvimento sustentável.

“Mais do que olhar para o passado, é preciso projectar bem o futuro. O país tem grandes desafios, nomeadamente do aumento do rendimento das famílias, de um crescimento económico mais robusto, de uma maior coesão territorial e coesão social e a independência pode estimular-nos a traçar estas metas e atingi-las”, ressaltou.

Para Ulisses Correia e Silva, a juventude cabo-verdiana deve tomar como referência os que lutaram pela independência e deram parte significativa da sua vida para este país, através de valores desses outros combates, não de armas, mas dos combates pelo desenvolvimento, pela maior participação cívica, pelo esforço, pelo trabalho, pelo mérito e pela participação activa enquanto cidadão.

“O país constrói-se com os cidadãos e não apenas com os governos. Com os cidadãos na perspectiva que fazem parte integrante das soluções do futuro que terá que ser construída progressivamente”, realçou, explicando que é preciso “casar” cidadania e o acreditar nas potencialidades do país, com o nível governativo e políticas públicas que sejam pro-activas e que criam um ambiente favorável a nível institucional, económico, social e do sistema educativo.

Em relação às manifestações hoje programadas em São Vicente e na ilha do Fogo (esta última já cancelada), Jorge Carlos Fonseca e Ulisses Correia e Silva classificaram de “normal e natural”, já que Cabo Verde é um país democrático e que as pessoas têm direito de demonstrar e expressar o seu descontentamento de acordo com aquilo que é permitido pela Constituição da República.

Marcaram presença na cerimónia de deposição de coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, membros do Governo, representações diplomáticos, combatentes da liberdade da pátria, entre outros convidados.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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