Chefe de Estado Maior das Forças Armadas considera novo Estatuto dos Militares “o maior ganho” da instituição

Cidade da Praia, 07 Jan. (Inforpress) – O Chefe de Estado Maior das Forças Armadas considerou a aprovação do novo Estatuto dos Militares o “maior ganho” com “benefícios enormes” para a instituição e para os militares, com reflexos directos na actualização faseada na grelha salarial.

Anildo Morais, que falava ao ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, durante a apresentação dos cumprimentos de Ano Novo pelas Forças Armadas, disse que o novo Estatuto dos Militares, cuja grelha salarial data de 1997, foi altamente socializado no seio dos militares e que será mais moderno e mais de acordo com as necessidades da instituição.

A instituição militar está num momento único da sua história, explicitou, por causa de todo o trabalho que se tem efectuado nos últimos três anos, tendo prometido o estudo da estrutura das Forças Armadas, como próximos desafios, com o intuito de proceder a mudança que permita flexibilidade e operacionalidade do comando e efectivos de força.

Afirmou que 2019 foi um ano de grandes transformações, conquistas e que os frutos começaram a ser colhidos nos “imensos ganhos a nível das condições de vida nas unidades militares”, que o mesmo classifica como relevantes e que devem servir de mote às acções futuras, ao mesmo tempo que exortou para novos investimentos, visando o saneamento definitivo dos problemas na corporação.

Enalteceu a melhoria das condições de vida das unidades que contou com o apoio político da tutela, o reforço do Programa Soldado Cidadão, que permite aumentar exponencialmente as vagas de formação para os miliares, num ano de consolidação e gestão através do Sistema Integrado de Gestão Orçamental e Financeira (SIGOF).

Realçou, contudo, que as FA continuam a experimentar dificuldades resultantes da insuficiência orçamental, mas que a “gestão criteriosa” tem permitido atingir os objectivos e o cumprimento das missões atribuídas e apontou 2020 como o ano para a automatização dos processos tácticos e prontidão operacional nas FA, visando recuperar novos meios e capacidades.

Fiscalização da Zona Económica Exclusiva, busca e salvamento no mar e combate aos ilícitos no mar foram apontados como desafios que assumem primazia essencial em 2020, sobretudo a nível da Guarda Costeira, mas também da Guarda Nacional, razão pela qual enalteceu a importância de serem reunidas as condições operacionais e novos meios.

Ainda no rol dos ganhos para 2020, o CEMFA sublinhou o novo Regulamento de Disciplina Militar que entrará brevemente em vigor, alegando tratar-se de um diploma estruturante que vai modernizar todo o sistema disciplinar militar e potenciar a disciplina, enquanto pilar básico da instituição castrense.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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