Chefe de Estado alerta para reforço das relações das Forças Armadas com congéneres de países vizinhos

Cidade da Praia, 12 Jan (Inforpress) – O Presidente da República considerou hoje “muito necessário o reforço das relações com as forças armadas de países vizinhos” desta sub-região ocidental africana e o desenvolvimento das operações conjuntas, que possam traduzir-se em respostas aos crimes transnacionais.

Jorge Carlos Fonseca manifestou esta preocupação durante a cerimónia de apresentação de cumprimentos do novo ano pelas Forças Armadas.

“O mundo depara-se com uma grande diversidade de ameaças que em muitos casos têm traduzido em várias formas de violência, sobretudo na nossa região ocidental africana, onde o terrorismo, o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas, a emigração clandestina, as piratarias marítimas, entre outros crimes organizados transnacionais, constituem sérios desafios para a defesa e a segurança regionais”, observou.

Explicitou que Cabo Verde, enquanto um pequeno Estado insular, apresenta fragilidades com maior incidência na segurança marítima, facto adveniente da sua condição arquipelágica e da sua posição geoestratégica propícia para a prática de tais graves ilícitos.

Comandante Supremo das Forças Armadas, Jorge Carlos Fonseca disse ainda ser “urgente e necessária” a concretização de estratégias já definidas para o sector da Defesa, como a modernização de meios e equipamentos, visando uma melhor e adequada preparação face aos exigentes desafios.

Jorge Carlos Fonseca recordou que 2020 foi muito difícil face à pandemia da covid-19 que afectou o mundo inteiro, mas ressalvou a forma como as Forças Armadas se disponibilizaram para defrontar, na linha da frente, esta pandemia, pondo em evidência ao seu verdadeiro e indubitável sentido republicano ao serviço de Cabo Verde e dos cabo-verdianos.

O Presidente da República renovou o seu reconhecimento às Forças Armadas “pela contribuição inquestionável que tem dado no combate à epidemia”, com reflexos “nos bons resultados alcançados” e, ainda, que fez questão de alertar para a vigilância permanente para fazer face a todos os focos que ainda desafiam, visando contribuir para o retorno do país à normalidade possível ao seu processo de desenvolvimento.

SR/HF

Inforpress/Fim

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