Chefe de Estado admite que detenção de Alex Saab é caso delicado na justiça cabo-verdiana

Cidade da Praia, 02 Jul (Inforpress) – O  Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, admitiu hoje que a detenção do empresário colombiano/venezuelano Alex Saab, para extradição, sobre quem impendem acusações “justas ou não” afigura-se como “um caso delicado na justiça cabo-verdiana”.

Jorge Carlos Fonseca, disse que não comenta nenhum caso judicial em concreto, mas explicou que como Presidente de Cabo Verde sempre achou que, “em qualquer circunstância, seja qual for o dossier, qualquer que seja a sua adversidade e aplicações, o país tem de funcionar como um Estado de direito democrático”.

Em conferência de imprensa por ocasião do 45º aniversário da Independência Nacional – 05 de Julho de 1975 – o Chefe de Estado, quando questionado, realçou que o detido, cuja defesa está a batalhar para a sua libertação, “tem de ter acesso a todas as garantias de defesa que a Constituição exige para qualquer pessoa detida, em qualquer processo judicial”.

O Presidente da República reconhece que esta detenção tem implicações, sendo Cabo Verde um país pequeno, com muitos interesses jurídicos à volta do caso de tal modo que, revelou, não se lembra de ter recebido tantos telefonemas de Chefes de Estado estrangeiros.

“Eu espero, estou seguro e faço apelo que este processo seja conduzido de acordo com as regras próprias de um Estado do direito democrático”, referiu o mais alto magistrado da Nação.

Detido na noite de 12 de Junho, na ilha do Sal, pelas autoridades policiais cabo-verdianas, a pedido da Interpol, com base num mandado de captura internacional, Alex Saab Morán é acusado pelos Estados Unidos da América (EUA) de negócios corruptos com o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O empresário sul-americano, considerado testa de ferro do presidente venezuelano, foi detido durante uma escala técnica na ilha do Sal, num voo de regresso alegadamente do Irão e encontra-se na cadeia da Ribeirinha, em São Vicente.

A Justiça cabo-verdiana rejeitou um pedido de habeas-corpus interposto pela defesa que alega a imunidade de Alex Saab, enquanto portador de passaporte diplomático.

SR/HF

Inforpress/Fim

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