Chefe da diplomacia cabo-verdiana reitera que covid-19 teve um “fortíssimo impacto” na economia do país

Cidade da Praia, 14 Out (Inforpress) – O chefe da diplomacia cabo-verdiana reiterou hoje que a covid-19 teve um “fortíssimo impacto” na economia, particularmente nos sectores dos transportes e do turismo, que, segundo ele, representa o principal motor de desenvolvimento de Cabo Verde.

“Devido à significativa vulnerabilidade da economia à pandemia, constatamos que o consumo e o investimento serão grandemente afectados, assim como o mercado de trabalho, empurrando o desemprego para níveis previstos de 19,2%, isto é, quase o dobro da taxa anterior à pandemia”, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades.

Luís Filipe Tavares fez essas considerações na 37ª Sessão do Conselho Executivo da União Africana, que decorreu entre nos dias 13 e 14 de Outubro.

Para o governante, face à situação descrita, haverá uma “inversão na dinâmica económica”, com uma contracção estimada do Produto Interno Bruto (PIB) entre 6,8% e 8,5% em 2020.

Neste contexto, prossegue, o país definiu como uma das suas prioridades salvar vidas e proteger o emprego e os rendimentos dos mais vulneráveis, bem como garantir o apoio necessário às empresas.

“Em segundo lugar, lançámos um diálogo nacional e com os parceiros externos de Cabo Verde, com vista a relançar a economia no curto prazo, mas sobretudo, procurando perspectivar o desenvolvimento do país no horizonte 2030”, precisou o ministro.

Cabo Verde, segundo o ministro, reconhece os esforços feitos pelo chefe de Estado sul-africano, Ceryl Ramaphosa, que detém a presidência rotativa da União Africana, no sentido de garantir que o continente tenha acesso atempado à vacina contra a covid-19 e, assim, “poder retomar a normalidade que todos almejam”.

Luís Filipe Tavares partilhou com os seus homólogos africanos a “extraordinária resiliência” do Sistema Nacional de Saúde (SNS), face à pandemia, e para a qual, sublinhou, “a cooperação internacional tem sido um factor de elevada importância”.

Por outro lado, realçou a importância que Cabo Verde atribui ao estabelecimento de instituições continentais “fortes e com desempenho ajustado aos desafios actuais e futuros”.

Neste sentido, anunciou a intenção do país de, a breve trecho, se tornar parte no acto constitutivo da Agência Africana de Medicamentos (AMA).

O ministro dos Negócios Estrangeiros deixou expresso o apoio de Cabo Verde às recomendações contidas no relatório no que respeita à criação de condições para o “pleno funcionamento do CDC África [Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC na sigla inglesa) ]”.

A União Africana, através do CDC, tem estado a ajudar os países a fazerem face à pandemia com apoios e conselhos de vária ordem.

O encontro, realizado por videoconferência, foi presidido pela ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, em que foram aprovados vários relatórios das diferentes subcomissões da UA.

A reunião contou com a presença do presidente da Comissão da União Africana,  Moussa Faki Mahamat.

LC/FP

Inforpress/Fim

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