Certificado livre de paludismo é fruto de um “gigantesco” trabalho dos serviços do ministério e parceiros, governante

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – O ministro da Saúde disse hoje, na cidade da Praia, que o “certificado livre de paludismo” é fruto de um “gigantesco” trabalho que tem sido realizado no País pelos diferentes serviços do ministério e parceiros.

Arlindo do Rosário fez essas considerações em declarações à imprensa, à margem do lançamento da campanha “Zero Paludismo Começa Comigo” que teve lugar esta manhã, no âmbito do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, que este ano se assinala sob o lema “Reduzir o fardo do Paludismo e salvar vidas”.

O governante, que apontou o Ministério da Agricultura e do Ambiente, o Ministério da Educação e outros como parceiros nessa luta, realçou ainda o apoio da comunicação social na luta contra o paludismo como factores que têm permitido que Cabo Verde esteja “sem um caso de paludismo local há quatro anos”.

“A campanha visa reforçar a sensibilização, a participação comunitária e chamar a atenção de que estamos perto de atingir um dos objectivos que é a eliminação”, explicou, lembrando as pessoas que a eliminação não deve servir para alimentar o ego, mas sim para que o País esteja num contexto de segurança sanitária.

Com a eliminação da transmissão local do paludismo, segundo disse, o País será seguro para dar garantias à entrada de turistas sem necessidade de medidas preventivas.

Para além destas garantias, sublinhou o impacto que este processo tira para o sector económico.

Cabo Verde há quatro anos não contabiliza casos autóctones, registando apenas casos importados, sendo que em 2021 contabilizou 21 casos importados de paludismo.

O paludismo continua a representar um grande problema de saúde pública e de desenvolvimento, sendo que no último ano, cerca de 95% dos 228 milhões de casos estimados ocorreram na Região Africana da OMS, juntamente com 602.020 mortes notificadas.

O Dia Mundial de Luta contra o Paludismo constitui uma ocasião para os Estados-Membros renovarem o seu compromisso político e incentivarem o investimento contínuo na prevenção e no controlo do paludismo.

Neste âmbito, a OMS África apela aos países e às comunidades afectadas pelo paludismo para que trabalhem em estreita colaboração com os parceiros de desenvolvimento de modo a colocar os esses países no caminho da eliminação da doença, contribuindo simultaneamente para a consecução de outros objectivos de desenvolvimento sustentável.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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