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CERMI reitera ambição de ser um centro regional de excelência em energias renováveis

Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – O presidente do Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI) reiterou hoje, na Cidade da Praia, a ambição da instituição em ser um “centro de excelência” na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Luís Teixeira, que manifestou esta aspiração no acto da abertura do ano lectivo do CERMI, reafirmou-a em declarações à imprensa, sublinhando que além de apostar no mercado regional, o centro tem apostado na internacionalização, sendo que para este ano lectivo que hoje inicia, recebeu 30 jovens de São Tomé e Príncipe para formação.

“Vamos trazer, brevemente, pessoas da sub-região que vêm cá formar-se no âmbito do projecto de Reforço da Ancoragem do CERMI na CEDEAO, financiado pela União Europeia, e tudo isto enquadra-se numa estratégia de transformar-se num centro regional de excelência, não só para Cabo Verde, mas também para o mercado regional”, frisou.

Segundo o presidente, a principal valência do CERMI é a formação profissional, pondo-se à disposição das universidades e empresas, mas também vai apostar na incubação, como forma de apoiar os jovens que terminem o curso no centro a criarem as suas próprias empresas e negócios.

Neste momento, o CERMI disponibiliza formações que focam em energias renováveis e manutenção industrial, sendo que no âmbito do acordo com o Centro de Competências de Luxemburgo, vai criar o Centro de Competências de Cabo Verde que, como primeira acção, tem a preparação de dois pacotes para prestar para duas “grandes empresas” no país.

Conforme Luís Teixeira, tudo que é projecto público que o Estado participa, o CERMI pode entrar como “braço operacional” para garantir que o projecto, depois de ser feito, funcione de 20 a 25 anos.

Lembrou que no processo de transição energética, Cabo Verde tem “muitos desafios”, já que se se quer o país 100% renovável, são precisos especialistas e transferência de conhecimentos, algo que o centro pode fazer.

“Na área de energias renováveis, temos que ir paulatinamente, fazer projectos sustentáveis em termos financeiros e técnicos”, frisou, garantindo que o projecto que o CERMI tem de ter a “ilha Brava 100% renovável continua de pé” e que nos próximos dias poderão surgir novas informações sobre o mesmo.

Luís Teixeira garantiu que o CERMI “não quer ser concorrência para o sector privado”, mas sim prestar serviços que esses não têm no mercado e arrecadar receitas próprias, já que a propina de 10 mil escudos que cada formando paga, mensalmente, é “insuficiente” para o seu funcionamento.

Para este ano lectivo, o centro começou com cerca de 110 alunos, contando ter mais 100 em Abril e terminar 2018 com 200 alunos e no próximo ano com 300. O objectivo é ter 400 estudantes em cada ano lectivo.

O acto de abertura do ano lectivo no CERMI foi presidido pelo secretário de Estado para Inovação e Formação Profissional, Pedro Lopes.

DR/CP

Inforpress/Fim

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