Cerca de 90 jovens concluem curso de especialização para agentes eleitorais e estão aptos para colaborar com a CNE

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – Cerca de 90 jovens da ilha de Santiago terminaram hoje o curso de especialização para agentes eleitorais, promovido na Cidade da Praia pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), âmbito do programa de sensibilização e capacitação dos cidadãos.

Trata-se da primeira leva de formandos da terceira edição do curso de Verão, cujo objectivo é de primeiramente preparar os jovens para participarem no processo de votação “de forma consciente”, mas que, segundo a presidente da CNE, Maria do Rosário Pereira, tem por detrás, também, uma estratégia para “robustecer o sistema eleitoral” em Cabo Verde.

“Esta iniciativa, acima de tudo serve para convencer os jovens de que efectivamente a democracia é um processo e que neste processo a transformação só será da forma como almejamos, consoante a participação dos cidadãos. Por isso é importante que os cidadãos consigam identificar, interiorizar e materializar o papel que desempenha nesse processo”, disse Maria do Rosário Pereira.

Ângela Tavares, uma das formandas, adiantou que esta formação possibilitou não só a partilha de informações como também preparar o grupo para esclarecer “vários mitos” das campanhas eleitorais.

O curso terá continuidade entre 09 e 13 de Setembro no Pólo da Universidade de Assomada e depois será realizado na Universidade de Cabo Verde.

No total estão inscritos neste ano cerca de 500 jovens.

Paralelamente ao curso de Verão decorre uma edição especial para a especialização de um grupo no que concerne às operações de mesas e operações de fiscalização do perímetro de 500 metros das assembleias de voto, tendo em vista também o combate ao fenómeno de boca de urna.

Esse grupo, que segundo a presidente da CNE, Maria do Rosário Pereira, integra jovens que tiveram formação e capacitação em 2017 e 2018, será trabalhado especificamente no domínio das operações de mesa eleitoral, ou seja procedimento de abertura, de acompanhamento das eleições, contagens de votos e fixação dos resultados eleitorais.

O que se pretende é garantir que “efectivamente” para as eleições de 2020 e 2021 a CNE esteja em condições de “robustecer o processo” de condução das operações eleitorais para que o processo seja credível.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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