Centenário Liceu de São Vicente: Comemoração reforça  tarefa de mostrar  a importância da ilha – Augusto Neves

 

Mindelo, 16 Nov  (Inforpress) –  O presidente da Câmara Municipal de São Vicente afirmou hoje, no Mindelo, que  a comemoração do centenário do Liceu é um acto que reforça a tarefa de mostrar ao país  a importância da ilha na promoção da educação.

Augusto Neves fez essa declaração  ao presidir  a cerimónia da abertura das comemorações do  Centenário do Liceu Nacional de São Vicente, que decorreu na tarde de hoje nas instalações do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), com muita  música entoada pelo coro mindelense Voz de Alma.

“Para nós este acto é de um significado enorme e tem sido esta a nossa tarefa, mostrar ao país  a importância de São Vicente, que passa de certeza pela educação” afirmou Augusto Neves, que destacou o papel  do liceu  na formação de “muitas pessoas” que ao longo desses anos, as quais, sintetizou, contribuíram para o “empoderamento da história” da ilha e da “consciência  nacional”.

Para o presidente da câmara, se São Vicente é hoje uma ilha culta é porque os seus habitantes tiveram condições diferentes  de expressar a sua liberdade.

Daí que aproveitou para agradecer à comissão organizadora do evento pela vontade de movimentar  os antigos alunos à volta desta recordação.

O presidente da Comissão Organizadora das actividades comemorativas do Centenário do Liceu Amiro Faria, por sua vez, destacou  a importância deste estabelecimento de ensino que inspirou   um grupo de ex-alunos a formar uma comissão para comemorar o seu centenário, de forma “tão vibrante” e “tão sonora” quanto possível.

“Ao comemorarmos o Centenário do Liceu entendemos que estamos a entoar um hino de louvor ao investimento na educação”, afirmou  Amiro Faria, ao fazer uma breve referência à historia do Liceu  que iniciou o funcionamento nas actuais instalações da CNAD, antiga residência do senador Vera-Cruz, com o nome  Liceu Nacional de Cabo Verde e, mais tarde, Infante D. Henrique, até 1937, ano em que foi encerrado.

Perante as reclamações das forças vivas da ilha, continuou Amiro Faria, o liceu reabriu logo a seguir com o nome Gil Eanes, que, por sua vez, viria a dar lugar ao Liceu Ludjero Lima, até hoje “uma referência” em São Vicente.

O presidente da CNAD, Irlando Ferreira,  anfitrião do evento, parabenizou a equipa da comissão dos antigos alunos do Liceu pelo “esforço e persistência” em colocar de pé este “momento particular” da celebração dos 100 anos do Liceu Nacional de São Vicente.

Aquele responsável  disse ainda que a escolha do local “é óbvia”, pois foi exactamente onde tudo começou a 19 de Novembro de 1917,  quando o senador Vera-Cruz, contornando as dificuldades impostas pelo Regime Português, abdicou do seu palacete para que os cabo-verdianos pudessem ter acesso à “educação de excelência”.

A abertura das comemorações do Centenário do Liceu Nacional de São Vicente  ficaram marcadas ainda pela inauguração da exposição “ Traços do quotidiano de um liceu histórico”, no mesmo local, com a apresentação iconográfica e documental de relíquias que marcam a história do liceu.

Ainda enquadradas nas comemorações, a Academia  Cabo-verdiana de letras lançou  ao início da noite  de hoje a 2ª edição do livro de Arnaldo França intitulado “Pré-claridosos – antologia de ficção cabo-verdiana”, volume 1.

 

As comemorações do Liceu Nacional de São Vicente, que se estendem até domingo, 19, contam ainda com um leque de actividades, com destaque para um Colóquio Internacional, previsto para esta sexta-feira, presidido pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

O programa comemorativo integra ainda ao longo destes dias sarau cultural, baile de gala e um festival gimno-desportivo, a realizar-se domingo, 19, no estádio Adérito Sena.

EC/ AA

Inforpress/Fim

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