Cenorf realiza pela primeira vez uma palestra sobre cancro de próstata para amputados de várias localidades

Cidade da Praia, 28 Nov (Inforpress) – O Centro Nacional Ortopédico e de Reabilitação Funcional (Cenorf) realizou hoje uma palestra sobre o cancro de próstata destinado aos amputados de várias localidades, no sentido de prevenir e combater este tipo de doença que atinge os homens.

Segundo o presidente do Cenorf, Alberto Afonso, em declaração à Inforpress, na Cidade da Praia, a iniciativa tem como objectivo principal partilhar e aconselhar esse grupo a fazer testes e consultas precoces, uma vez que a doença tem trazido “diversas situações desagradáveis” à população.

“O primeiro objectivo é socializar com esses amputados vindo de várias localidades, de forma a que fiquem bem informados sobre esta doença”, concretizou a mesma fonte, já que, continuou, muitas vezes, devido às condições de acesso, ficam sem acesso a essas informações.

Alberto Afonso considerou ainda que devido a falta de alguns técnicos teve dificuldades em a actividade, mas, com o apoio de dois estagiários, conseguiram concretizar este objectivo, que classificou de “iniciar de um grande percurso” em relação aos amputados.

O presidente do Cenorf acentuou também que o segundo o objectivo da realização desta palestra era de socializar a criação de um grupo de apoio aos amputados porque constataram que ao chegarem pela primeira vez ao centro enfrentam muitas dificuldades em aceitar o tratamento ortopédico, ou seja a colocação de prótese, por várias razões, daí a pertinência da criação deste grupo de apoio.

O médico urologista Benvindo Lopes, por seu lado, disse que o objectivo ao participar na palestra é sensibilizar este grupo para o rastreio e diagnóstico precoce do cancro da próstata e trabalhar na prevenção, considerando que o cancro da próstata é o mais frequente e que mata maioria dos homens no mundo.

Neste sentido apelou a sociedade civil e a comunicação social, junto com os profissionais de saúde, para trabalharem “cada vez mais” na sensibilização e passagem de informações correctas para desmistificar determinados conceitos que existem na sociedade sobre a questão do toque retal, “considerado pelos homens de muito doloroso”.

Mas, continuou o especialista, trata-se de um “ligeiro desconforto” e um exame que é feito “rapidamente e que salva muitas vidas”.

“Muitas vezes identificamos alteração da próstata com simples toque na próstata, por isso apelamos a todos no sentido de ajudar na partilha de informação, tanto a sociedade civil, a comunicação social, ou seja, toda a população bem informada pode passar informações corretas porque só se consegue prevenir com diagnóstico precoce e a chance de cura também”, concretizou o médico urologista.

Benvindo Lopes recomendou aos homens acima dos 45 anos para fazerem o rastreio do cancro com o toque rectal, o teste PSA, e que, se existir na família homens com casos de cancro de próstata, os outros membros devem proceder ao rastreio, a partir dos 40 anos.

DG/AA

Inforpress/Fim

 

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