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Celina Pereira homenageia poetas e compositores da sua “Bubista” em novo disco

 

Lisboa, 24 Jul (Inforpress) – A cantora cabo-verdiana Celina Pereira já terminou as gravações de “Areias Mornas de Bubista”, o novo disco em que procura homenagear os poetas e compositores da Morna da sua ilha natal, a Boa Vista.

O disco, ainda sem data de saída, conta com 12 temas – 11 mornas e uma coladeira -, e relembra compositores e poetas como o consagrado Luís Rendall e os pouco conhecidos Ramzin e Patrício Pereira (ambos tios da cantora), um poema de Terêncio Anahori (“Recordação da Ilha”), e outro de Herculano Vieira (“Rochas à Vista”), único tema cantado em português.

“Areias Mornas de Bubista” – “Bubista” significa Boa Vista em crioulo – conta ainda com cinco temas do cancioneiro popular da também conhecida por “ilha das Dunas” e dois da autoria da própria Celina Pereira – um em parceria com o angolano Filipe Zau e outro cantado também por crianças sobre um “conto escrito pela cantora.

Em declarações à agência Lusa, Celina Pereira explicou que a ideia de homenagear a ilha natal surgiu depois de ter reparado que nunca foi feito um levantamento da música da Boa Vista, sobretudo em relação às mornas, tendo em conta que um dos maiores poetas cabo-verdiano, Eugénio Tavares, ter garantido que este género musical de Cabo Verde nasceu nesta ilha.

“Tal como dizemos em crioulo, pertencemos onde o nosso umbigo está enterrado e o meu está na Boa Vista. A minha intuição disse-me e chamou-me a atenção para o facto de nunca ter sido feito um levantamento da música da Boa Vista”, justificou.

“A partir do momento em que Eugénio Tavares disse que a Morna nasceu na ilha da Boa Vista e se nós estamos num caminho em que a Morna procura reconhecimento no mundo (está em curso projecto para a tornar Património Imaterial da Humanidade), é preciso procurar algumas raízes na ilha onde ela nasceu”, acrescentou.

Para Celina Pereira, as raízes da Morna assentam em compositores populares, “que não tinham preocupações maiores do que falar do quotidiano, com muita sátira no meio e sem preocupações poéticas”, como aconteceu, depois, com Eugénio Tavares e com o compositor B. Leza.

“Para mim, é continuar a prestar um serviço ao meu país no que diz respeito à preservação de uma certa memória coletiva, que ainda é muito oral, mas que tem de ser gravada para conhecimento dos mais novos”, explicou.

Celina Pereira viu sair o primeiro “single”, “Bubista, Nha Terra/Oh, Boy!”, em 1979. Em 1986 lançou o primeiro disco “Força di Cretcheu” (Força do Meu Amor), seguido de “Estória, Estória… No Arquipélago das Maravilhas” (1990), “Nós Tradição” (1993), “Harpejos e Gorjeios” (1998) e “Estória, Estória? do Tambor a Blimundo” (2004).

Em 2003 foi condecorada com a medalha de mérito – grau comendadora – pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana. Em 2014, foi galardoada com o Prémio Carreira na 4.ª edição do Cabo Verde Music Awards (CVMA).

Lusa/Inforpress/Fim

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