CEDEAO “otimista” com saída do impasse político que se vive na Guiné-Bissau

 

Bissau, 24 Abr (Inforpress) – A missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) iniciou hoje contactos com as autoridades guineenses para discutir a saída do impasse político que se vive na Guiné-Bissau e manifestou-se otimista.

A missão chegou no domingo às 21:30 (hora local) a Bissau, tendo a ministra dos Negócios Estrangeiros da Libéria, Marjon Kamará, afirmado estar otimista com a saída da crise.

“Vamos ajudar os guineenses a acabar com a crise”, disse.

Após a sua chegada a Bissau, a missão ainda esteve reunida com os representantes da comunidade internacional presente no país.

A CEDEAO já esteve hoje reunida com o poder tradicional, líderes religiosos e movimento da sociedade civil, tendo ainda previstos encontros com as autoridades políticas do país durante o período da tarde.

A missão vem avaliar a implementação do Acordo de Conacri, com o qual a comunidade da África ocidental acredita poder acabar com o impasse político no país.

A CEDEAO patrocinou em outubro de 2016 o Acordo de Conacri, instrumento político que visa a criação de um Governo de consenso de todos os partidos com assento parlamentar, do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e do Presidente guineense, José Mário Vaz.

Além de um Governo de consenso, o acordo prevê também que o primeiro-ministro seja uma figura que mereça a aprovação de todas as partes e ainda de confiança do chefe do Estado.

No entanto, quatro dos cinco partidos representados no parlamento acusam o líder guineense de ter nomeado Umaro Sissoco Embaló primeiro-ministro sem o seu apoio, pelo que não reconhecem o seu Governo e têm pedido a demissão do atual executivo.

Os quatro partidos acusam o Presidente José Mário Vaz de não cumprir com o Acordo de Conacri.

 

O presidente da comissão da CEDEAO, o beninense Marcel de Souza, que integra a delegação que visita Bissau, já instou, em duas ocasiões, José Mário Vaz a implementar o Acordo de Conacri sob pena de a organização retirar a sua força de interposição da paz estacionada no país desde 2012.

Inforpress/Lusa/Fim

 

 

 

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