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CEDEAO: Governo e privados concordam que classe empresarial é crucial para a integração regional

 

Cidade da Praia, 30 Jan (Inforpress) – O Governo e os privados concordaram hoje que é impossível haver a integração regional na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sem a classe empresarial que quer, também, condições para dar o seu contributo.

Tendo em conta este propósito, que o ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro e Integração Regional, Júlio Herbert Lopes, efectuou uma visita à Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), na Cidade da Praia, onde teve uma reunião com os membros do Conselho Directivo liderado por Jorge Spencer Lima.

Em declarações à imprensa no final do encontro, o ministro explicou que a visita enquadra-se num processo de “partilha de valências e de inclusão” de “inúmeros inputs” que devem conformar o processo de integração, sendo que, com a CCS, o Governo quer iniciar um diálogo que seja “profícua” e que possa permitir que essa inclusão venha a reflectir-se nesse processo de forma “positiva e proveitosa”.

“Para nós, a CCS é o nosso parceiro estratégico, porque não podemos imaginar nem conceber uma integração regional se a classe económica e empresarial não participar nesta grande viagem que deve ser realizado de modo a ajudar a organização a fortalecer-se, mas trazer benefícios que sejam essenciais e palpáveis para Cabo Verde”, frisou.

Júlio Herbert Lopes anunciou, no entanto, que o Executivo vai estabelecer mecanismos e canais de consulta periódica e regular, sendo que o seu ministério conta ter, brevemente, um órgão consultivo onde a CCS terá assento para se pronunciar sobre o processo de integração, para além de outras instituições como as universidades, a sociedade civil e os municípios.

O presidente da CCS, Jorge Spencer Lima, concordou com a opinião do Governo, sublinhando que as empresas são “elementos fundamentais” nesta integração, acrescentando que não é preciso haver integração “se é para ouvir discursos políticos e gastar-se dinheiro em viagens”.

“A integração tem que se traduzir em efeitos concretos e práticos para a economia nacional e isso, só é feito através das empresas. Agora, compete ao Governo criar as condições necessárias para que as empresas possam fazer o seu trabalho, por isso que esse diálogo do Governo com as empresas é fundamental e indispensável para que possamos ter um objectivo comum”, afirmou o presidente da Câmara do Comércio de Sotavento.

Spencer Lima mostrou-se satisfeito com a criação do Ministério de Integração Regional por parte do Executivo na sua última remodelação, visto que ninguém sabia o que, em Cabo Verde, durante muito tempo, o que era a CEDEAO, tendo sempre havido “vozes a favor e vozes contra”, mas que “nunca houve uma política clara de integração”.

No seu entender, isso demonstra que o Governo está “pela CEDEAO e pela integração regional”, querendo ser um membro pleno da organização e trabalhar, conjuntamente, para favorecer o crescimento dos países que integram esta região, em benefício das pessoas e das empresas.

DR/AA

Inforpress/Fim

 

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