CEC-CV e ICCA unem esforços na formação de escuteiros no auxílio da protecção dos direitos das crianças

Cidade da Praia, 30 Nov (Inforpress) – O Corpo de Escuteiros de Cabo Verde e o ICCA assinaram hoje um protocolo de parceria que visa capacitar os escuteiros no auxílio da protecção dos direitos das crianças em Cabo Verde e no apoio nas campanhas de sensibilização.

O documento foi rubricado pela presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Maria Silva, e a chefe nacional do Corpo de Escuteiros de Cabo Verde (CEC-CV), Zezinha Alfama, à margem da cerimónia de inauguração da sede nacional do Corpo dos Escuteiros Católico de Cabo Verde, na Praia.

Em declarações à imprensa, Maria Silva destacou a importância do protocolo, realçando que as actividades levadas a cabo por alguma associação em matéria de defesa dos direitos das crianças representa uma “mais valia”, para o país, tendo em conta que o ICCA por si só não consegue dar respostas a toda as demandas.

Salientou que esta parceria vai permitir com que a ICCA fique cada vez mais próxima da comunidade, das famílias e das crianças, tendo reconhecido que Cabo Verde tem feito “muita coisa” no que diz respeito a protecção dos direitos da criança, mas que é necessário fazer mais.

A responsável do ICCA destacou, por outro lado, a importância das pessoas recorrerem às denúncias de casos de violação dos direitos das crianças, que, no seu entender, irá permitir a instituição actuar de forma rápida junto das autoridades nacionais.

Em relação ao número de casos de denúncia de violações, segundo Maria Silva, a situação não está “muito diferente” do ano anterior, 2019, em que foram registadas 193 denúncias.

“Este ano já contabilizamos 149 denúncias, e esperamos não aumentar, entretanto continuamos a sensibilizar as pessoas para fazerem denúncias da violação dos direitos das crianças”, finalizou.

Por sua vez, Zezinha Alfama destacou a relevância da renovação dos protocolos com os parceiros, ressaltando que com o ICCA este acto “é especial” porque estatisticamente o corpo de escuteiros é composto maioritariamente por crianças e adolescentes.

“Mais de 90% dos escuteiros são crianças e adolescentes, e cada dirigente de escuteiro é um agente de protecção da criança e adolescente. Mas estar atento nas crianças em risco exige a capacitação, portanto, é neste sentido que se reforça a parceria com o ICCA”, asseverou, sublinhando que o corpo do escutismo tem um papel muito importante, não só na identificação de casos, mas também na sensibilização das famílias para o quesito das denúncias.

Por outro lado, prosseguiu, o protocolo irá permitir não só acções de capacitação dos dirigentes de escuteiros, como também a elaboração de projectos e produção de materiais de sensibilização, referindo que a falta de recursos financeiros tem sido o principal constrangimento enfrentado pelo CEC-CV no cumprimento desse objectivo.

Em relação à inauguração da sede nacional dos escuteiros de Cabo Verde, Zezinha Alfama disse que ela é a casa dos escuteiros, mas vai estar permanentemente aberta para a comunidade, independentemente da confissão religiosa.

“A comunidade pode contar com este espaço, as crianças podem usufruir desta casa para trabalhos académicos e desenvolvimento de habilidades manuais. Vai ser uma casa de capacitação de escuteiros e não escuteiros que vai ter escuteiros voluntários à disposição das crianças”, afirmou.

TC/CP

Inforpress/fim

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