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CCSL pede mais participação da Inspecção-geral do Trabalho nas acções inspectivas (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) –  O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, pediu hoje mais participação da Inspecção-geral do Trabalho (IGT) nas acções inspectivas nas empresas e nos serviços, sobretudo neste tempo da pandemia.

José Manuel Vaz vez este apelo em declarações aos jornalistas no acto de apresentação simbólica do Sistema de Gestão da Inspecção-geral do Trabalho (IGT)e apresentação do sítio da IGT na Internet.

Este sistema, que surgiu com o objectivo de criar uma base de dados que possibilita o armazenamento e disponibilização de dados de forma centralizada e em tempo real, vai permitir aos trabalhadores e às empresas fazerem denúncias em relação à violação dos direitos dos trabalhadores.

Contudo, para este sindicalista, muito mais que fazer denúncias é necessário resolver os problemas dos trabalhadores cabo-verdianos.

“Só denunciar não chega, é preciso negociar, dialogar e encontrar a via das resoluções dos problemas dos cabo-verdianos, porque se limitarmos nas denúncias, amanhã os trabalhadores perguntam: e os nossos problemas”, questionou, sublinhando que sempre que possível as centrais sindicais e os sindicatos devem denunciar e exigir à intervenção da IGT, ainda mais nesse “momento crucial” da vida laboral cabo-verdiana, provocada pela covid-19.

Neste momento da pandemia, denunciou, houve vários casos de violação do ‘lay-off,’ com situações de empresas e organizações sindicais que mandaram os trabalhadores para casa e não pagaram o acordado, no âmbito desta lei.

O caso mais recente, lembrou, é a situação dos trabalhadores do Hotel Meliã, na ilha do Sal, que protestam contra a “decisão unilateral” da administração da empresa que lhes quer pagar 11 mil escudos de salário.

Para além do sector turístico, disse que os sectores da restauração e bares foram “os mais afectados”, mas que ainda há o pessoal do sector comercial, como cabeleireiros e barbeiros, que “nem receberam apoio do Estado”, relativamente a essa situação da pandemia.

De maneira que, assegurou, a presença da CCSL neste acto de lançamento do sistema de gestão da IGT foi no sentido de reforçar a sua presença junto da IGT, alertar a participação da inspecção nas acções inspectivas nas empresas, nos serviços e de carga horária, entre outros aspectos, que se exigem a sua intervenção.

“Essa tem sido sempre a nossa preocupação e é a preocupação dos sindicatos. Quanto mais houver a intervenção da IGT menos conflitos temos, menos acidentes de trabalho temos, mais denúncias temos”, frisou.

AM/AA
Inforpress/Fim

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