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CCSL critica estruturas sindicais que aprovaram as alterações feitas ao Código Laboral em 2014/15

Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – O presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, criticou hoje as estruturas sindicais que em 2014/15 aprovaram as alterações feitas ao Código Laboral vigente, defendendo que os mesmos deviam ser investigados.

O sindicalista falava aos jornalistas à margem do workshop nacional sobre “Normas Internacionais do Trabalho: Sua ratificação e implicação prática para os Estados membros”, que decorreu na Cidade da Praia.

O presidente da CCSL não quis adiantar nomes, mas afirmou que as alterações “são claras é só prejudicam, e muito, os trabalhadores cabo-verdianos”.

José Manuel Vaz disse estranhar o comportamento daqueles que “na altura aplaudiram o Código Laboral e hoje criticam”, tendo afirmado que devido a essas alterações a situação laboral cabo-verdiana “vai de mal a pior” com “despedimentos sem justa causa e situações de abuso e prepotência nas empresas”.

“Na altura, a CCSL e os seus sindicatos estavam sozinhos e ninguém reclamava porque estava tudo bem. Hoje todo mundo reclama deste código, quando, na altura, tinham afirmado que o mesmo é benéfico para os trabalhadores”, observou, remetendo as pessoas a consultarem os arquivos dos meios de comunicação social para verem aqueles que se posicionaram a favor.

Segundo José Manuel Vaz, a pergunta que se poderia fazer perante essa situação, é porque que se aceitou, “da forma ligeira”, as alterações introduzidas no Código Laboral em 2014/15 e se alguém foi subordinado e o que terá recebido em troca.

“Alguém foi levado pela onda de corrupção na altura, recebeu em troca alguma coisa a ponto de pôr em causa os direitos adquiridos dos trabalhadores cabo-verdianos”, afirmou o dirigente assegurando que a CCSL vai continuar a lutar para que esse código seja alterado e sejam repostos os direitos adquiridos e que foram retirados em 2014/15.

Esta e outras razões motivaram a CCSL a realizar este workshop, com o intuito de chamar a atenção pelo respeito das leis ordinárias internas, e o cumprimento integral das Normas e Convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Com este encontro, que teve o financiamento da União Europeia, pretendeu-se também dotar os quadros dirigentes, delegados sindicais e presidentes dos sindicados filiados nesta central sindical de conhecimentos das Normas e Convenções Internacional da OIT.

Participaram no workshop, sindicalistas das ilhas de Santiago, São Vicente, Boa Vista, Sal e Fogo. Numa segunda fase serão contemplados os dirigentes das ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Maio e Brava.

AV/CP

Inforpress/Fim

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