CCISS propõe “contacto mais directo” entre Embaixadas e organizações do sector privado para o desenvolvimento da economia

 

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), Jorge Spencer Lima, defendeu hoje a necessidade de “um contacto mais directo” entre as Embaixadas e as organizações do sector privado, visando o desenvolvimento da economia cabo-verdiana.

Em declarações à Inforpress no final da apresentação do tema “O Papel do Sector Privado como Factor de Desenvolvimento Económico” no encontro com os diplomatas, Jorge Spencer Lima disse que o sector privado sugere também que “o circuito entre as duas instituições seja mais facilitado no sentido de se ganhar tempo e eficácia”.

O representante da CCISS disse ainda que o sector privado quer que o Estado deixe de organizar as missões empresariais para a participação nos eventos internacionais.

“Quem deve organizar as missões empresariais são as organizações representativas do sector privado e não o Estado. Sem descorar as obrigações que as Embaixadas têm com o Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades”, salientou Jorge Spencer Lima.

“O Estado pode até fazer o enquadramento, mas as missões empresariais devem ser organizadas pelos empresários”, frisou.

Uma outra questão que preocupa o presidente da CCISS é o atraso na canalização dos convites para participação do sector privados nos eventos empresariais fora do país.

“As Embaixadas, por exemplo, recebem as informações não mandam directamente as Câmaras de Comércio de Cabo Verde. Mandam para os ministérios e muitas vezes as informações chegam atrasadas”, apontou Jorge Spencer Lima.

O presidente da CCISS sugeriu também que “a diplomacia cabo-verdiana venha um pouco mais ao terreno para que possa vender o país real”.

A diplomacia cabo-verdiana tem contribuído “grandemente para afirmação de Cabo Verde no mundo, mas para que isso continue é preciso vender o país real e não de sonho”, disse.

“É esse país real que trouxe para confrontar os nossos diplomatas neste encontro. Dizer-lhes, sobretudo que há que acompanhar o momento de transformação do país”, sublinhou indicando que a diplomacia que anteriormente era mais política, neste momento tem que se adaptar à economia cabo-verdiana.

JL/FP

Inforpress/Fim

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