CCAD sensibiliza jovens universitários para problemática do uso abusivo do álcool

 

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – A Comissão de Coordenação do Combate ao Álcool e outras Drogas (CCAD) esteve hoje na Universidade Lusófona, na Cidade da Praia, a sensibilizar os jovens universitários para os perigos do uso abusivo do álcool.

Trata-se, de acordo com a técnica Odete Mota, de uma actividade que esteve enquadrada num ciclo de acções de sensibilização que a CCAD vem realizando junto dos jovens universitários.

“Os universitários estão no processo de transição da adolescência para a fase adulta, momento em que atingem a maioridade e ganham autonomia. É o momento em que, muitas vezes, acabam por sair de casa, a sair mais com amigos e sentem também mais exigência e o stress. Portanto, nesse período acabam por tornar-se mais susceptíveis para o consumo”, disse.

Daí a necessidade de alertar esse público sobre as consequências do uso abusivo do álcool no sentido de reduzir a procura.

A recomendação é no sentido de as pessoas evitarem o consumo, mas tendo em conta que o álcool é uma droga cujo consumo é socialmente aceitável, a aposta deve ser no “consumo inteligente”.

“Se repararmos , a nossa batalha é na prevenção do consumo abusivo. É claro que há pessoas que não consomem e se querem manter-se na abstinência, é muito bom para sua saúde, mas caso optarem pelo consumo que seja um consumo de baixo risco, que não as leve para a dependência”, explicou.

A técnica da CCAD frisa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que um homem que consome até duas bebidas por dia, com intervalo de abstinência de dois dias por semana, e a mulher que tomar uma bebida por dia, com intervalo igualmente de dois dias, são consumidores de baixo risco.

Recorde-se que um estudo de 2013, que avaliou o consumo do álcool nas pessoas com idade entre 15 e 65 anos , constatou que 68 por cento das pessoas em Cabo Verde consomem álcool, sendo que a percentagem mais elevada foi registada na faixa etária entre os 25 e os 35 anos.

Esta situação levou a que o consumo do álcool seja considerado um problema de saúde pública em Cabo Verde.

Odete Lima, que esteve acompanhada do ex-toxicodependente José Luís Vaz, que falou do seu histórico de consumo de álcool e drogas, está de acordo que só acções de sensibilização não chegam para travar o consumo exagerado do álcool.

Neste sentido, salientou que, para além da educação para saúde, há que trabalhar também outros aspectos relacionados com o comportamento.

“Há outros aspectos que têm que ser trabalhados na pessoa. Por exemplo, as habilidades psicossociais, como é que eu me vejo, a minha capacidade de tomar decisões, a minha auto-estima. Esses aspectos todos influenciam na capacidade do individuo liderar bem ou mal com essas situações”, sublinhou a especialista.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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