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Catalunha: Líder do PSOE responsabiliza Puigdemont pela intervenção de Madrid

 

Madrid, 30 Nov (Inforpress) – O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, acusou hoje o ex-presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, de ser o principal responsável pela intervenção de Madrid naquela comunidade autónoma.

“Ninguém fez mais pela aplicação do 155 [um artigo da Constituição espanhola] do que quem, agora, se passeia por Bruxelas”, disse Pedro Sánchez num encontro em Madrid com os correspondentes de órgãos de comunicação social portugueses, antes de partir para Lisboa onde vai participar na sexta-feira e no sábado no Conselho do Partido Socialista Europeu.

O Governo espanhol destituiu o executivo regional catalão em 29 de Outubro último depois de este ter organizado um referendo sobre a autodeterminação da região e o parlamento da Catalunha ter aprovado uma declaração de independência.

“O Partido Socialista não se vai entender com esse bloco independentista”, assegurou Pedro Sánchez, considerando ser importante conhecer o programa do próximo governo regional, que gostaria que fosse de “índole social-democrata”, reforçasse a autonomia catalã e defendesse a reconstrução da convivência social na comunidade autónoma.

O artigo 155º. da Constituição deu cobertura legal ao Governo espanhol liderado por Mariano Rajoy para afastar Puigdemont e o seu executivo, dissolver a assembleia regional e marcar eleições na Catalunha para 21 de Dezembro próximo.

O líder socialista apoiou uma reforma da Constituição espanhola que permita “uma nova Espanha autonómica”, mas recusou qualquer alteração que permita, no futuro, uma comunidade autónoma decidir unilateralmente separar-se de Espanha.

“O que eu defendo é que a reforma constitucional seja para nos unir e não para nos separar” e as alterações têm de ser “para saber como é que a Catalunha vai estar em Espanha, não para saber como é que vai sair” do território nacional, declarou Pedro Sánchez.

O secretário-geral do PSOE defende que o bloco independentista é “um movimento reacionário contra os valores europeus, que são favoráveis à integração de competências para enfrentar desafios que são globais”.

Os partidos separatistas ganharam as últimas eleições regionais, em 2015, o que lhes permitiu formar um governo que organizou um referendo de autodeterminação em 01 de Outubro último que foi considerado ilegal pelo Estado espanhol.

Carles Puigdemont refugiou-se em Bruxelas depois de ter sido exonerado das suas funções, mas é o cabeça de lista do movimento “Juntos pela Catalunha” que concorre às eleições de 21 de Dezembro.

A Justiça espanhola já emitiu um mandato europeu de captura contra o líder separatista e as autoridades jurídicas belgas estão a avaliar esse pedido de extradição.

Inforpress/Lusa

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