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Casamento Jovem: Cardeal Dom Arlindo Furtado defende que é normal e recomenda cumplicidade (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Jul (Inforpress) – O Cardeal Dom Arlindo Furtado afirma que é “normal e até uma dádiva divina” ver que os jovens reconhecem a importância da família e recomenda cumplicidade, escolhendo “casar cedo”.

Dom Arlindo Furtado considera que os jovens têm um “grande ideal de felicidade” que começou a partir da revolução de 1968 na França que teve antecedentes, mas que levou os jovens a assumirem a liberdade.

Prosseguiu que na altura viu-se que uma vida não pode ser anárquica, tendo ressaltado que uma vida anárquica não se estrutura, e o ser humano precisa de um certo ritual para organizar de modo a poder atingir objectivos.

“(…) Como os jovens querem ser felizes e não há felicidade sem família, mas não é aquela família que hoje existe e amanhã deixa de existir, ou seja, a garantia para uma felicidade estável e duradoura é também integrar-se numa família também estável, onde o amor circula”, especificou Cardeal.

Segundo o bispo de Santiago, é só em família que os momentos bons são vividos mais intensamente, as potencialidades são promovidas e desenvolvidas, através do incentivo do amor e da segurança de uma amizade sólida.

“Portanto, casar-se cedo não faz mal, porque jovens com faixa etária dos 18 a 20 anos, sobretudo aqueles que já têm a perspectiva de um trabalho, capazes de ganhar autonomia financeira para poder organizar a vida em família podem casar perfeitamente (…)”, defendeu.

“É necessário ver que o outro é tão digno quanto eu e que merece ser feliz e que será feliz com o meu contributo e vice-versa” para desenvolver a maturidade dentro do casamento e conseguir manté-lo, segundo ele, ou seja, tem que haver a reciprocidade no doar, e fazer a separação de egoísmo e entregar à causa da felicidade do outro.

Dom Arlindo Furtado recomeda a cumplicidade entre as pessoas, porque “o egoísmo individual continua a ser muito forte e é na doação mútua que felicidade acontece (…)”.

A Inforpress ouviu também um casal jovem, Erina e Edson Gonçalves, que casaram em 2018, ambos aos seus 23 anos de idade, tendo a jovem revelado que acredita que quando ambos têm objetivos em comum e pretendem passar o resto da vida juntos não há o porquê de não selar a união.

“Não digo que casei “cedo”, mas sim formei uma família de acordo com os requisitos bíblicos e sociais, facto que tem sido bastante ignorado”, aludiu, acrescentando que um dos maiores desafios a nível social para os jovens casados é saber lidar com os questionamentos que surgem à volta desta decisão, sublinhando ainda que muitos veem o casamento como um “fardo”.

Edson Gonçalves disse, por sua vez, que casou cedo por ter começado a seguir as palavras de Deus, e que a bíblia fala que Deus criou sexo/intimidade para serem desfrutados dentro de casamento.

“Muitas pessoas não sabem, mas casamento é aliança, é a coisa mais importante”, referiu, destacando que um dos maiores desafios é lidar com “a imaturidade, orgulho, egoísmo, falta de empatia” e para ultrapassá-los, adiantou que a comunicação é chave, assumir os erros e perdoar, acrescentando que casamentos “fracassados” é onde tem ausência de Deus.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número anual de casamentos em Cabo Verde aumentou quase 225% desde 2006, para 2.337 em 2018, apontando uma tendência de crescimento nos últimos anos.


TC/DR

Inforpress/Fim

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