Carlos Veiga classifica problemas de emigração cabo-verdiana nos EUA de “muito complexos” e chama atenção pelas regras que devem ser respeitadas

Cidade da Praia, 24 Jan (Inforpress) – O embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos da América considerou hoje a questão da emigração cabo-verdiana de “muito complexa”, sublinhado, por outro lado, que nos EUA existem regras que são “muito restritas” e acertadas.

Carlos Veiga fez essa apreciação quando convidado pelo jornalista, à margem da conferência sobre as relações históricas entre Cabo Verde e EUA, a falar sobre a situação dos emigrantes cabo-verdianos no que tange às deportações.

“A nossa comunidade sofre com as questões da deportação, que não tem aumentado, mas que está a ser aplicada como diz a lei e as decisões dos tribunais nos EUA”, realçou.

A fora isso, o diplomata descreveu a situação da comunidade cabo-verdiana nos EUA como “normal, bem integrada, organizada, vibrante” e muito engajada com o seu país de origem e com o mundo.

Na sua declaração, defendeu existir uma enorme potencial na comunidade que Cabo Verde não soube aproveitar desde a Independência.

“Precisamos conhecer melhor a nossa comunidade e evitar estereótipos e ver o que a comunidade pode representar. A nossa diáspora dos EUA tem financiado bolsas de estudo a alguns alunos que frequentam as universidades, nas ilhas de Santiago e São Vicente”, precisou.

Por estas e outras, sustentou que a comunidade não é marcada apenas pela questão de deportação, apesar de este problema afectar algumas famílias.

O diplomata avançou que neste processo é preciso iniciar-se um ciclo de informação às pessoas antes de irem para os EUA.

Segundo Carlos Veiga, as sessões de informação, além de lembrar que a América é um país de oportunidades, serviriam também para se falar das regras que devem ser cumpridas no país de emigração.

“Num estado de direito, como os EUA, é assim mesmo quem está em conflito com a lei sabe que tem consequências. Mas para que haja diminuição de deportações, temos de alertar as famílias o perigo que representa ter rês a quatro empregos por dia, e deixar e as suas crianças entregues a si próprias na rua”, advertiu.

A questão da nacionalidade, segundo disse, é também algo que deve ser abordado com a diáspora cabo-verdiana, como forma de prevenção, pois, quem tem a nacionalidade americana não é deportada.

PC/JMV
Inforpress/Fim

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