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Carlos Veiga anuncia candidatura “independente e de cidadania” à Presidência da República

Cidade da Praia, 04 Mar (Inforpress) – O antigo primeiro-ministro e ex-embaixador de Cabo Verde em Washington, Carlos Veiga, apresentou hoje, no farol Dona Maria Pia, a sua candidatura à Presidência da República, e garantiu sentir-se “bem preparado para ser o Presidente de todos os cabo-verdianos”.

Carlos Wahnon Veiga, que foi um dos rostos do Movimento para a Democracia (MpD), partido que ajudou a fundar e com o qual venceu as primeiras eleições pluralistas em Cabo Verde em 1991, prometeu ser um candidato apartidário às eleições presidências de 17 de Outubro e o “garante intransigente” no cumprimento efectivo e respeito da Constituição.

Perante uma plateia bem composta, no pátio deste emblemático farol, afiançou que “no cumprimento da letra e do espírito da Constituição” será “um candidato apartidário” e “um Presidente da República acima dos partidos”, alegando que a sua camisola “será, como aliás sempre foi, a da selecção nacional”.

Descrevendo a sua candidatura como independente e cidadã, Carlos Veiga explicitou que “estará sempre aberta, dentro do quadro legal, a apoios institucionais de qualquer partido nacional ou organização da sociedade civil cabo-verdiana e de todos os nacionais que se revejam nela”, realçando “quem vier por bem, que venha também”.

“Se tiver honra de ser escolhido pela nação pretendo, no uso dos poderes do cargo, influenciar as instituições democráticas e a sociedade a fazerem opções claras e sustentadas por uma visão ampla e ambiciosa de um futuro cada vez melhor e mais justo para Cabo Verde e para o seu povo”, esclareceu o candidato à sucessão de Jorge Carlos Fonseca.

“Como Presidente da República serei um factor e garante da estabilidade do país e de consolidação das nossas instituições democráticas e uma ponte de diálogo permanente e construtivo entre todos”, revelou, com o argumento que só uma verdadeira concertação de vontades, pode aproveitar o melhor que todos têm para dar ao país”, prometeu.

O advogado manifestou a sua vontade em promover, de forma activa, “a coesão da nação cabo-verdiana, numa sociedade aberta e vibrante, num ambiente de estabilidade, de respeito e tolerância mútuo, de solidariedade de exercício dos direitos de cidadania, de respeito pelos direitos dos outros”.

Em relação as eleições legislativas de 18 de Abril, que o mesmo considerou “essenciais para o futuro de Cabo Verde”, Carlos Veiga exortou a todos, sobretudo aos jovens, a exercerem o direito de voto, em massa, alegando que delas vão emergir um novo parlamento e um novo Governo de legitimidade.

O candidato justificou a escolha do emblemático farol Dona Maria Pia, em Ponta Temerosa, “símbolo emblemático da resiliência cabo-verdiana como povo das ilhas”, para celebrar, neste que foi o primeiro farol, construído em Cabo Verde, e que vem iluminando os navegantes que demandam o Porto da Praia há quase 140 anos, um momento especial da liberdade e democracia.

Carlos Veiga iniciou o seu discurso de anuncio da candidatura com uma homenagem em memória a todos os cabo-verdianos vítimas do novo coronavírus, deixou claro que enquanto democrata já passou por vitórias e derrotas e nunca desiste de defender os seus ideais, sonhos e liberdade.

SR/CP

Inforpress/Fim

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