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Carlos Reis lança “A Educação em Cabo Verde – um outro olhar”

Cidade da Praia, 02 Mai (Inforpress) – O presidente da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Carlos Reis, e que foi o primeiro a tutelar a pasta de ministro da Educação no país, lança na sexta-feira o livro “A Educação em Cabo Verde – um outro olhar”.

Em entrevista à Inforpress Carlos Reis explicou que o livro é um testemunho sobre os primeiros anos da independência de Cabo verde, sobre o papel da educação, o papel dos professores, as ambições, as fragilidades, as utopias e dificuldades que o país vivia naquela época.

“Procura ligar os problemas básicos que encontramos, traz o olhar da época, que tem uma componente histórica muito forte porque é um olhar muito ligado à luta pela independência, uma luta que teve como característica principal e talvez a componente mais inovadora exactamente a influência do pensamento Amílcar Cabral e o papel importante que ele atribuiu à educação na própria luta, e naturalmente na construção do país independente”, precisou Carlos Reis.

A obra também fala do momento pós-independência, época que, segundo Carlos Reis, o país viveu uma outra situação marcada por questões básicas que tinham a ver com a sobrevivência, com a situação nutricional das crianças e a situação económica e social que a grande maioria das crianças tinha e os seus reflexos no sistema de educação e na escola.

“Naturalmente, procurávamos ter isso devidamente em conta, ao mesmo tempo que confrontávamos com a questão da necessidade da democratização da educação, pela via do alargamento e da extensão das estruturas e do professorado, a devida qualificação, os reflexos nos formandos e os reflexos financeiros que isso implicava”, concretizou.

Para o autor, apesar dessas dificuldades, este momento foi um ponto de partida para a educação em Cabo Verde, ressalvando que “quando comparado com as outras colónias dizia-se que o país estava numa situação relativamente privilegiada”.

No entanto, acrescentou ainda Carlos Reis, comparando com as ambições que se tinha para o país, constatou-se que “faltava muito” e que “era preciso arregaçar as mangas e pegar no trabalho e acompanhar os resultados”, porque em matéria da educação “é preciso querer mais”.

Na obra, o autor também sublinha o papel que o professorado, maioritariamente constituído por jovens, teve na mobilização da consciência nacional para a independência.

“Na época muitos estudantes universitários abandonaram os seus cursos em Portugal para vir ajudar. Foi um momento intenso, de urgência, e de entrega”, exemplificou Carlos Reis que pertencia à organização clandestina do PAIGC em Portugal e Cabo Verde em 1965, tendo-se juntado ao PAIGC na Guiné Conakry, a partir de 1970.

Para Corsino Tolentino, responsável pelo prefácio, “utilizando as palavras certas, o autor junta-se à Joana Gorjão Henriques e à Fundação Francisco dos Santos para desconstruir a narrativa que o português investiu sobre os brandos costumes da colonização”. Nessa óptica, Corsino Tolentino afirma que o autor propõe ao leitor nacional uma tomada de consciência de si como ser humano universal.

Manuel Brito Semedo, que assinou o posfácio, destaca que a “A Educação em Cabo Verde: um outro olhar” é um desafio aos dirigentes e políticos que foram os principais intervenientes no processo para que continuem a escrita das memorias e reflexões sobre a educação em Cabo Verde.

CD/CP

Inforpress/Fim

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