Cardeal Dom Arlindo e reitor do Seminário de São José regozijam-se com o “bom momento” da instituição

 

Cidade da Praia, 07 Out (Inforpress) – O cardeal Dom Arlindo Furtado e o reitor do Seminário Diocesano de São José, na Praia, padre José Álvaro, regozijaram-se hoje com o “bom momento” por que passa a instituição que, actualmente, acolhe 32 seminaristas maiores.

O sentimento foi manifestado à imprensa antes da eucaristia solene presidida pelo cardeal, para celebrar os 60 anos da reabertura do Seminário Diocesano de São José, no referido seminário, na zona de Prainha, depois do seu encerramento em 1917 e reabertura em 1957.

“No seminário estamos num bom momento”, considerou o cardeal, acrescentando que o mesmo tem agora 32 seminaristas maiores, dos quais quatro já concluíram o mestrado integrado em Filosofia e Teologia e são finalistas e estagiários na Diocese, ficando 28, sendo que para o ano espera-se mais quatro finalistas, por isso, considera que é “motivo de regozijo”.

Dom Arlindo Furtado explicou este “é o melhor momento dessa história, porque nunca o seminário chegou a tanto número de seminaristas ao mesmo tempo”, motivo que considera suficiente para que hoje se celebre “com alegria e esperança” a data, notando que é preciso que o seminário se adapte aos novos tempos, ou seja, preparar as pessoas para o ensino superior e de “descimento vocacional”.

“Espera-se um futuro de esperança para a igreja em termos de formação de agentes pastorais, porque a sociedade está cada vez mais complexa e mais difícil e, naturalmente, precisamos de muita gente bem preparada, não só em termos de pastores para a igreja, mas em termos de leigos, religiosos e de pais e mães de famílias para testemunhar e transmitir valores aos filhos e à sociedade”, afirmou.

Conforme ele, hoje há muitos centros e factores de ilusão na sociedade que tem dificultado uma relação humana de qualidade, no sentido do bem comum, e cabe à igreja, entre outras forças da sociedade, cultivar esses valores.

Por sua vez, o padre José Álvaro sublinhou que o seminário está “numa boa situação vocacional”, com várias ordenações nos últimos anos, esclarecendo que o seminário teve que se adaptar, decidindo acolher os jovens depois do 12º ano de escolaridade e a estudarem a Filosofia em Cabo Verde.

“O seminário é um sinal de esperança, também para a sociedade, uma vez que sabemos que aqueles que por ventura não venham a ser padres, serão homens a dar a sua contribuição para a humanização da sociedade e para a humanização do valor da fé cristã que é a nossa matriz cultural e social”, disse, sustentando que o seminário “não está em crise vocacional”.

Por outro lado, a ideia é colocar os seminaristas em contacto com as periferias, “com a dor, com a solidão” e com a questão do “isolamento das pessoas e da insensibilidade humana”, saindo para encontrar o povo e experimentarem onde que o evangelho pode chegar.

Para reitor, o Seminário Diocesano de São José é o legítimo sucessor daquele que foi fechado em 1917 pelo Governo da República e que 40 anos depois veio a ser reaberto, o que significa que a igreja sempre confiou na formação dos padres para a evangelização em Cabo Verde, mas em toda a igreja.

Para marcar os 60 anos da reabertura do Seminário Diocesano de São José, tem sido realizado visitas dos seminaristas às paróquias, reflexão nas comunidades a respeito do seminário e a necessidade de todos contribuírem para que haja pastores ao serviço do colectivo diocesano.

DR/CP

Inforpress/Fim

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