Candidatura da morna a património da Humanidade: Um parto difícil

 

Mindelo, 14 Jun (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural convidou os músicos de São Vicente, mas à reunião compareceram apenas dez, um não acredita na possibilidade de apresentar a candidatura da morna a património imaterial da Humanidade em Março e outro afirmou-se farto de políticos e tecnocratas.

A coordenadora da candidatura da morna a património cultural imaterial da Humanidade, Sandra Mascarenhas, veio ao Mindelo socializar o projecto, solicitar a participação da comunidade musical na feitura do inventário da morna, mas o parto parece que vai ser difícil.

A começar pela fraca presença das pessoas na reunião, passando pelo torcer de narizes à bondade do Projecto, tendo havido inclusive um músico que perturbou o encontro, declarando-se “farto de políticos, politiquices e tecnocratas”.

“Vamos morrer todos sem ver a morna património da Humanidade”, vaticinou o guitarrista, impedido verbalmente de sair, quando pretendeu abandonar o pátio do Centro Cultural do Mindelo, onde decorria a reunião.

A coordenadora da candidatura não se desarmou e continuou a explicar os meandros do processo de socialização, que já vem do concelho de São Domingos, na ilha de Santiago, e pretende passar, quase em simultâneo, por todos os municípios do país até ficar pronto em Outubro ou Novembro para que a entrega à comissão de avaliação da Unesco se faça em Março de 2018.

AT/JMV

Inforpress/Fim

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