Candidato senegalês oficializa candidatura à Confederação Africana de Futebol na Cidade da Praia

Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – O presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Augustin Senghor, lançou hoje, na Cidade da Praia, a candidatura à presidência da CAF, focada “numa nova abordagem de desenvolvimento prospectivo do futebol africano” e de uma “cultura de excelência e de desempenho”.

Sob o lema “Para um futebol africano mais unido, mais performance e mais atraente”, Augusthin Senghor, 55 anos, advogado de profissão, oficializou a sua candidatura na corrida à presidência da Confederação Africana de Futebol(CAF), cuja assembleia-geral electiva realiza-se a 12 de Março em Rabat (Marrocos).

Em cerimónia realizada à margem da assembleia-geral ordinária da União das Federações Oeste Africana (UFOA), numa unidade hoteleira cuja sala de conferência esteve repleta, não só dos presidentes de todas as federações membros da UFOA,  secretários-gerais e responsáveis do futebol africano e da imprensa, nacional e estrangeira, o agora candidato apresentou as linhas mestras para revolucionar o futebol, africano.

Disse contar com a sua “larga experiência” ao serviço do futebol, nomeadamente em cargos como presidência de clubes no Senegal, da Federação Senegalesa e da UFOA, assim como membros de várias comissões da FIFA e da CAF, para poder pôr todo o seu “conhecimento profundo do ambiente do futebol continental e mundial para protagonizar a recuperação da CAF nos próximos quatros anos”.

“Nada será negligenciado para que no futuro mês de Março em Rabat, a CAF possa voltar ao caminho certo com uma nova equipa motivada, competente e determinada à minha volta”, sentenciou Senghor, que se define como um visionário, na posse de um “programa ambicioso e inovador programa para o organismo que rege o futebol africano.

Depois de explanar uma análise sobre a situação crítica por que passa a CAF, com o seu presidente, Ahmad Ahmad suspenso pela FIFA “por ilícitos financeiros, entre os quais desvio de fundos”, Augustin Senghor realçou que as dificuldades com que este organismo depara-se actualmente resultam de carências institucionais em vários sectores chaves.

Por isto, no plano da gestão financeira e comercial, prontificou-se em trabalhar para uma “maior eficácia e autonomia financeira, baseada numa verdadeira capacidade de mobilização de recursos modernos, respeitando o comportamento ético, a transparência e a responsabilidade”.

em promover reformas prioritária e aprofundada de todo o quadro jurídico e decisório, reestruturação do modo do funcionamento do Comité Executivo, acelerar as acções de reestruturação e da modernização da administração da CAF mediante competência, rigor e transparência, acelerar o processo de profissionalização dos clubes de futebol à escala continental.

Dotar as associações membros, em parceria com a FIFA, os estados e o sector privado, de um programa continental de construções e modernização de infra-estruturas de alto nível para o futebol e reforçar de forma substancial os recursos humanos do futebol e melhorar os desempenhos dos actores e dos quadros, constituem a outras preocupações avançadas por este candidato.

Para além de Augustin Senghor, a assembleia-geral da União das Federações Oeste Africana (UFOA) que recorre à Cidade da Praia conta ainda com um outro candidato à presidência da CAF, o mauritaniano Ahmed Yahya.

São quatro candidatos na corrida  à cúpula  da CAF, pois  estão ainda nesta luta o ex-presidente da Federação Marfinense de Futebol, Jacques Anouma, e o presidente da Federação de Futebol da África do Sul,  Patrice Motsepe.

SR/AA

Inforpress/Fim

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