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Campanha “Menos Álcool, Mais Vida” quer redução da taxa de álcool nos condutores e taxa zero aos motoristas públicos  

Cidade da Praia, 27 Fev (Inforpress) – O coordenador da campanha “Menos Álcool, Mais Vida” defendeu hoje uma legislação sobre a redução das taxas de álcool aos condutores, que exija taxa zero a quem conduza transporte público e que fiscalize a produção da aguardente.

Manuel Faustino manifestou estas preocupações durante o “Encontro dos Grupos Temáticos”, da campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, iniciativa da Presidência da República, a decorrer na Cidade da Praia.

O chefe da Casa Civil da Presidência da República revelou que está a ser preparada uma “legislação completa” sobre o uso do álcool, que obrigue as empresas a ter propostas e medidas que não facilitem o consumo, assim como debruçar-se na questão da publicidade do álcool.

A descentralização da campanha, actualmente concentrada nas regiões-piloto de Santiago Norte e São Vicente, constitui proposta para 2018, visando o seu alargamento a todo o território nacional, pelo que a organização pretende ter, nos próximos tempos, uma “mensagem forte” na comunicação social para poder chegar a milhares de pessoas em simultâneo.

Manuel Faustino avançou que a campanha para 2018 vai intensificar as suas actividades no terreno com parceiros e entidades locais, estando já na agenda deslocações à ilha de Santo Antão e ao município de Santa Cruz, depois de ter estado semana passada no concelho de São Miguel.

“A grande preocupação inicial é fazer com que o problema que vem matando muita gente fosse do conhecimento público, para obrigar as entidades, personalidades e as instâncias, a lidar com este problema. Isto já se conseguiu, mas ainda é manifestamente insuficiente”, esclareceu o psiquiatra.

A título de exemplo, regozijou-se com as “medidas claras” adoptadas em Santo Antão no controlo da produção e distribuição da aguardente com “redução significativa das demandas no hospital da Ribeira Grande para problemas ligados ao álcool como violência, internamentos e óbitos”.

Contudo, Manuel Faustino mostrou-se preocupado com a “falha na fiscalização”, no entendimento de que a situação volta atrás quando não se consegue manter o nível da vigilância.

A este propósito, o coordenador da campanha “Menos Álcool, Mais Vida” fez saber que nesta segunda fase vai ser posta na prática a “Declaração do Tarrafal”, um conjunto de preposições legais de matéria de preços, fiscalização, distribuição e produção de bebidas alcoólicas, aprovadas em Outubro último.

Manuel Faustino é elucidativo de que “não houve redução do consumo”, mas contenta-se com as “indicações claras” que proíbem a utilização do álcool nas festas nos estabelecimentos do ensino, assim como nas cantinas das Forças Armadas.

A campanha “Menos Álcool, Mais vida” é promovida pelo Presidente da República, no quadro da sua magistratura de influência, visando “prevenir o uso abusivo do álcool, através de uma abordagem forte, estratégica e articulada entre os diversos agentes de intervenção, de forma a inverter a situação”.

SR/CP

Inforpress/Fim

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