Campanha “Menos álcool mais vida”: Maior desafio é converter sensibilização em atitudes – responsável

Pedra Badejo, 01 Jul (Inforpress) – O coordenador da campanha “Menos álcool mais vida” disse hoje que o maior desafio da iniciativa é fazer com que a sensibilização se converta em atitudes, para que se possa conseguir, de facto, reduzir o consumo.

Manuel Faustino fez estas afirmações durante o evento ‘online’, por vídeo-conferência, de celebração do quarto aniversário da campanha “Menos álcool mais vida”, iniciativa promovida pela Presidência da República.

“O desafio fundamental é entrar numa nova fase. Podemos, de facto, dizer que nós já conseguimos algum nível de sensibilização”, fez saber, indicando dados que apontam que em 2019 90 por cento (%) da população tinha o conhecimento da campanha, que na ocasião mereceu o apoio de 97% dos cabo-verdianos.

Destacou vários protocolos assinados com as empresas, assim como parcerias com as câmaras municipais e universidades.

Por sua vez, a ministra da Educação e da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, reconheceu que em quatro anos a campanha obteve muitos ganhos, mas, ao seu ver, por outro lado demonstra que ainda existem imensos desafios nesta matéria.

“Sem dúvidas nenhuma, esta campanha teve resultados muito positivos”, declarou, assegurando que a aprovação da nova lei do álcool na Assembleia Nacional é o reflexo de todo o ambiente favorável que foi criado.

De acordo com a governante, a lei possibilitou um “impulso positivo”, sobretudo na fiscalização, controlo da produção, assim como dos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.

Para o ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, “não há qualquer dúvida” de que a implementação da campanha “Menos álcool mais vida” trouxe “incontáveis benefícios” aos cabo-verdianos.

“Todos nós sabemos que o uso abusivo do álcool constitui, desde sempre, um grande problema social e da saúde pública, interferindo de forma negativa e gravosa em vários níveis da vida de um indivíduo, da sua família e no seu círculo de relacionamento”, referiu.

Pois, conforme evidenciou, este flagelo está directamente ligado aos problemas de relacionamento, violência, assim como em situações laborais e na sinistralidade rodoviária, sem se esquecer das “graves repercussões a nível da saúde”.

Arlindo do Rosário reconheceu que a problemática do alcoolismo sempre esteve no centro de atenção do Governo e mencionou várias estratégias do combate e medidas adoptadas.

No seu entender, a aprovação da nova lei do álcool deu um “importantíssimo” passo no combate “sério” e coordenado ao consumo abusivo do álcool.

WM/CP

Inforpress/Fim

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