Campanha aponta gravidade do uso do álcool como dos maiores problemas do país

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – A campanha presidencial “Menos Álcool, Mais Vida” considera que país está a viver uma situação “muito complicada” pelo uso do álcool e que a sua gravidade afigura-se como dos maiores problemas do país “quase que de forma emergencial”.

O alerta foi lançado pelo coordenador da campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, esta manhã, durante a assinatura de um protocolo entre a Presidência da República, através desta campanha, e a administração da Empresa Nacional dos Portos de Cabo Verde (Enapor), ressalvando que “cada dia que passa o país tem consequências muito terríveis”.

Manuel Faustino apontou ilações “em termos de saúde individual, familiar, laborais e até da dignidade das pessoas”, sublinhando mesmo ter havido uma tendência para o alastrar desta situação.

Mostrou-se angustiante “pela falta de capacidade de manter os procedimentos”, ainda que com intervenção da Inspecção-Geral de Actividades Económicas (IGAE) “com resultados palpáveis”.

A este propósito, disse ter verificado um retrocesso na saúde das pessoas, na violência e em todas os processos ligados ao uso abusivo do álcool, razão pela qual mostrou-se encantado com o procedimento da Enapor.

Trata-se, segundo Manuel Faustino, de um “grande incentivo” à campanha e uma lufada de ar fresco e um gesto muito nobre a ser seguido por outras instituições do porte e perfil desta empresa.

Entretanto, o coordenador da campanha “Menos Álcool, Mais Vida lamenta que “nem todas as instituições com responsabilidades sociais tenham concedidas esta problemática, que é uma “situação dramática” no país.

Já o presidente do conselho de administração da Enapor manifestou o seu “reconhecimento pelo trabalho que tem sido feito nesta campanha”, alegando que se tem passado uma mensagem “muito forte”, que vai ao encontro das pretensões da instituição que dirige, enquanto empresa com responsabilidade corporativa “muito forte” no país.

Jorge Maurício disse que a Enapor conta com mais de mil trabalhadores directos e mais de quatro mil de forma indirecta, e com uma presença “em termos de saúde pública muito forte”.

Justificou o facto de associar-se ao evento e de patrocinar acções “muito concretas para que a campanha tenha bons resultados” e prometeu tudo fazer para que os trabalhadores da Enapor façam parte activa desta campanha.

SR/CP

Inforpress/Fim

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