Campanha Agrícola: Cerca de 300 técnicos no terreno a combater os primeiros focos de gafanhotos

Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – Cerca de 300 técnicos formados e contratados pelo Ministério da Agricultura e Ambiente já se encontram no terreno a combater os primeiros sinais da praga de gafanhotos, que já está a afectar a ilha do Santiago.

A informação foi avançada hoje pelo director-geral de Agricultura, José Teixeira, em conversa com os jornalistas na sequência da realização, na Cidade da Praia, de um ateliê de sensibilização, no âmbito da comemoração da 34ª jornada do CILSS.

Instado a falar sobre a situação da campanha agrícola em curso, José Teixeira disse que apesar da queda tardia das chuvas, nas ilhas do sul, nomeadamente Santiago, Fogo e Brava, a situação é  “muito animadora” com as plantas a cresceram normalmente.

Contudo, indicou que o grupo técnico pluridisciplinar que todos anos faz o seguimento da campanha agrícola, no terreno, detectou já a presença de “pequenos focos” da praga de gafanhotos, que começaram também a ser combatidos mediante utilização de produtos menos tóxicos ou biológicos, para evitar a contaminação do ambiente.

“A situação é essa e nós já começamos esse combate com resultado. Temos no terreno cerca de 300 aplicadores privados. São pessoas que não pertencem ao Ministério, mas que prestam serviço ao ministério fazendo esse tratamento e que estão devidamente capacitados para isso”, adiantou.

“Os gafanhotos ainda não tem asas ainda e esse é o momento de fazer esse tratamento”, disse, frisando que os técnicos tem 24 dias para um “combate eficaz”, sob pena de vir a combater os gafanhotos adultos que conforme avançou será uma luta “muito mais difícil” porque os insectos já estarão com asas e a “voar muito”.

Neste momento as zonas afectadas com a praga de gafanhoto estão nos municípios da Praia, Ribeira Grande Santiago, São Domingos, Santa Cruz e Tarrafal.

O director-geral de Agricultura realçou o facto de a chuva ter caído “de maneira mansa”, o que na sua perspectiva é “muito mais benéfica” em infiltração de água no solo, proporcionando um “bom desenvolvimento” e o “reforço dos lençóis freáticos”.

Questionado sobre informações de previsão pluviométrica, José Teixeira esclareceu que a Direcção-geral da Agricultura não é entidade mais apropriada para falar do assunto, tendo remetido a questão para o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica.

MJB/AA

Inforpress/Fim

 

 

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