Câmara Municipal e entidades bravenses procuram minimizar custos da equipa do projecto Health CV na ilha

Nova Sintra, 15 Jun (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Brava anunciou hoje que foi assinado um protocolo de entendimento quadripartido, com o intuito de minimizar os custos da equipa do projecto Health CV na ilha e, quiçá, no país.

Em declarações à Inforpress, Francisco Tavares contou que essa organização não lucrativa sediada nos Estados Unidos da América (EUA) existe já há 10 anos, mas só chegou à Brava há três anos, através de muita insistência da Fundação José Andrade, um bravense que na altura residia nos EUA e hoje em Fajã d´Água.

Entretanto, prosseguiu, quando a quipá se deslocar à Brava para apoiar e ajudar na saúde, são os próprios membros que pagam as suas passagens e muitas vezes as deslocações internas, só para poderem apoiar.

Daí, realçou que a câmara, em concertação com a Fundação Brava Sustentável, que acabou por fundir com a Fundação José Andrade, assinaram um protocolo de entendimento, no sentido de custear algumas das despesas aqui no país e na ilha, principalmente no que tange à alimentação, estada e viagens.

Igualmente, foi assinado um protocolo entre o projecto Health CV, a Fundação, Câmara Municipal da Brava e a Delegacia de Saúde da Brava no sentido de trabalhar para que estas vindas sejam realizadas duas vezes ao ano, com datas pré-estabelecidas, dando a população a oportunidade de saber de antemão o período em que os médicos especialistas se encontrarão na Brava.

O projecto Health CV ficou com a incumbência de apoiar na definição das necessidades da delegacia de saúde, apoiam também na aquisição de equipamentos e no envio, procuram parcerias para conseguir alguns medicamentos para colocar à disposição da delegacia e também apoiar na elaboração de um plano de actuação na questão da saúde preventiva.

“É um trabalho de muitos anos, daí o protocolo de entendimento quadripartido traz perspectivas muito boas, porque a Brava, com a população que possui, não é aconselhável que certos médicos especialistas fixem na ilha, porque não terá número suficiente de pacientes”, indicou o autarca, realçando que o especialista deve dar o número de consultas recomendável, sem perder as qualidades técnicas enquanto médico.

E, não obstante, às duas vindas ao ano à Brava, o protocolo de entendimento prevê um reforço, onde os médicos do projecto vão ficar a trabalhar via telemedicina com os médicos da Delegacia de Saúde da Brava, mesmo no período que estes se encontrem nos EUA.

MC/JM
Inforpress/Fim

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