Câmara Municipal do Maio sem “política assertiva” para juventude e desporto – acusa oposição

Porto Inglês, 03 Jul (Inforpress) – O coordenador político do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Agostinho Silva, afirmou hoje que a Câmara Municipal do Maio “não tem uma política assertiva” para juventude e para o sector do desporto.

Segundo a mesma fonte, o poder local não preparou a ilha para que a camada jovem pudesse ter um “futuro risonho”, daí, sintetizou, a maioria ter de deixar a ilha a procura de melhores condições de vida em outras paragens.

Contudo, continuou, devido a situação da pandemia da covid-19 esses jovens estão a regressar à terra natal, continuando “de mãos atadas, sem nada a fazer”.

Para Agostinho Silva, os jovens maienses tem vindo a adiar os seus sonhos de ter “uma vida condigna” na sua própria ilha, e questionou até quando isso vai parar, se a juventude é o presente e se é na juventude que se deve projectar o futuro.

Salientou ainda que os que permaneceram na ilha viram, nos últimos quatro anos, o Centro de Juventude a ser encerrado por parte do Governo central e mais adiante assistir o fecho da Casa da Juventude.

Aquele líder partidário lembrou ainda que na vila da Calheta o espaço que alberga o centro juvenil encontra-se “abandonado”, com os materiais, como computadores e acessórios completamente obsoletos, “sem que nenhuma alternativa fosse criada”.

Para Agostinho Silva, o presidente da câmara do Maio, Miguel Rosa, “voltou a falhar mais uma vez” com a juventude ao prometer, durante a campanha eleitoral, a transformação do centro de formação profissional num centro de referência, principalmente no domínio de línguas estrangeiras como o inglês e o francês, acrescentando que a mesma precisa ser reformatado para ir ao encontro das necessidades da ilha.

No que se refere ao desporto, aquele coordenador lembrou que a ilha tem vindo a regredir nesta modalidade, visto que não se tem investido nas infra-estruturas que despertam interesse na camada jovem para a prática do desporto, lembrando que a criação de algumas associações, como ciclismo, atletismo, basquetebol e desporto náuticos, foi promessa da actual equipa camarária.

Relativamente ao estádio municipal, cujos montantes para a sua conclusão vem sendo introduzidos em todos os orçamentos desde inicio deste mandato até então, a obra, criticou, não foi concluída.

Agostinho Silva afirmou que o atraso relaciona-se com “desvios de materiais”, aliás garantiu que “certamente a câmara sabe para onde foram os materiais”.

“Esperamos que faça alguma coisa e agora lançaram um novo concurso, mas não conhecemos esta empresa e estamos a escassos dias do término do mandato desta equipa camarária”, reforçou.

Quanto aos dois campos relvados nas vilas da Calheta e do Barreiro, Agostinho Silva mostrou-se convicto de que os mesmos “não vão ser construídos” neste mandato, visto que, assinalou, “o projecto está incompleto, pelo que não vai ser possível neste poucos dias que restam a esta equipa camarária”.

Neste particular, considerou que neste momento o que a câmara pode fazer é lançar a primeira pedra na vila do Barreiro, “para animar aquela população”, o mesmo na vila da Calheta”, lembrando que a edilidade vai recorrer a empréstimo bancário para “cobrir uma parte do orçamento” desses dois campos relvados para treino.

“Na juventude e no desporto a câmara falhou redondamente, é triste ver estes jovens que regressaram com os sonhos a cair,  no desporto é só perguntar os atletas e dirigentes desportivos, pois o futebol da ilha não vai muito longe, porque a infra-estrutura é importante, mas infelizmente não existem condições”, finalizou Agostinho Silva.

WN/AA

Inforpress/Fim

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