Câmara Municipal da Praia analisa estratégia para combater a violência urbana (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress) – O vereador da Cultura e Indústrias Criativas da Câmara Municipal da Praia (CMP) anunciou hoje que estão a trabalhar num diagnóstico sobre violência urbana para a criação de uma estratégia de combate a este mal social.

António Lopes da Silva fez este anúncio à margem da sessão de abertura da formação em “Mediação de Conflitos” para guardas municipais, técnicos do Ministério da Educação, Polícia Nacional e da autarquia praiense, que decorre de 18 a 21 deste mês, no âmbito do Projecto de Localização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Promovendo Cidades Inclusivas e de Paz apoiado pelo PNUD.

“O estudo participativo, que foi iniciado em Janeiro e termina em Março, irá auscultar as instituições, Organizações Não-Governamentais (ONG), associações e individualidades dos diversos bairros da cidade da Praia sobre o que pensam dessa problemática”, explicou o vereador.

Segundo António Lopes da Silva, com os ‘imputs’ recolhidos neste diagnóstico, juntamente com o plano de actividade da câmara, do Governo e de várias outras instituições que lidam com esta questão vão identificar os principais tipos e causas de violência urbana e procurar soluções e criar estratégias de combate a esse flagelo.

Para o vereador, a ideia é criar um documento estratégico com indicações concretas e adequadas a cada tipo de violência sendo que acontecem em momentos diferentes, em pessoas e grupos diferentes.

Por outro lado, considerou que outro instrumento “importante” para combater a violência é a mediação de conflitos, daí a necessidade dos indivíduos sociais que trabalham directamente com os munícipes terem um instrumento que lhes permita procurar soluções no terreno de luta contra a violência, violência sexual, contra as crianças, género, contra os emigrantes, pequenos grupos de homossexuais, lésbicas e LGBT.

“Para além dos guardas municipais que trabalham directamente com os munícipes participam também na formação técnicos do Ministério da Educação, Polícia Nacional e técnicos da autarquia”, referiu, realçando que para além do diagnóstico sobre violência urbana, a câmara está a trabalhar também em outros tipos de acções que permita a população se inteirar e conhecer os objectivos dos ODS.

O vereador disse que é necessário chegar ao terreno e às comunidades, e que através dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável vão conseguir dar respostas e fazer com que ninguém fique de fora.

Por seu turno, a representante do PNUD, Nelida Rodrigues, que lembrou que essa formação tem o apoio do PNUD através do projecto de Localização dos ODS Promovendo Cidades Inclusivas e de Paz desafiou os participantes a fazerem o bom uso das ferramentas e metodologias aplicadas, sendo que as mesmas serão replicadas em outras cidades.

“Este grupo tem muita experiência sendo que estão no terreno e convivem no dia-a-dia com complexidades urbanas, e a experiência que vocês trazem aliadas às metodologias e as ferramentas que vão ser partilhadas vão desenvolver formas de tratar com a questão da violência urbana, mas também a exclusão e situações de iniquidades”, afirmou, frisando que o objectivo é construir a paz e ter cidades saudáveis.

A formação enquadra-se na óptica de governação multi-nível que pretende promover cidades inclusivas e de paz, com especial vinculação aos ODS 11 “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis” e ODS 16 que visa “até 2030, reduzir significativamente os fluxos financeiros e de armas ilegais, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado”, expressando assim a vontade de trabalhar desde o local com uma dinâmica ascendente.


AV/ZS

Inforpress/Fim

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