Câmara do Porto Novo com investimentos de 232 mil contos em 2018 – PAICV dá nota negativa

Porto Novo, 09 Mar (Inforpress) – A Câmara Municipal do Porto Novo realizou, durante 2018, investimentos à volta de 232 mil contos, com “maior incidência” na vertente social, em que foram investidos mais de 80 mil contos, informou, hoje, o presidente da autarquia.

Aníbal Fonseca, que falava durante a sessão da Assembleia Municipal, convocada para, entre outros assuntos, apreciar o desempenho da edilidade durante o ano transacto, destacou as acções realizadas a nível da terceira idade, educação, no apoio às familias vulneráveis e na reabilitação de habitações.

No quadro dos programas habitacionais, realizados com recursos próprios e em parceria com o Governo, a Câmara Municipal do Porto Novo recuperou cerca de 250 habitações, avançou o autarca, destacando ainda a criação de perto de 1.800 postos de trabalho, com a realização do programa de mitigação da seca, no município.

O presidente da câmara, que disse ter conseguido, em 2018, uma taxa de execução orçamental de 73 por cento (%), enalteceu ainda a electrificação do Planalto Norte e construção de redes de água em Alto Mira e Tapume (Ribeira das Patas), além da conclusão da placa desportiva da Ribeira da Cruz.

A bancada do Movimento para a Democracia (MpD), que suporta a câmara, avaliou “positivamente” o desempenho da câmara, informou o representante, Paulo Oliveira, para quem a autarquia “andou bem” em realizações, com uma taxa de execução a ultrapassar os 73%.

Paulo Oliveira referiu-se, sobretudo, às intervenções a nível da reabilitação urbana e habitação social, destacando as mais de 250 casas reabilitadas durante o ano passado pelo executivo camarário.

Para a bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), a avalização do desempenho da Câmara Municipal do Porto Novo é “bastante negativa”, segundo o representante, João Fonseca, adiantando que “as poucas obras feitas não tiveram impacto na melhoria das condições de vida” das pessoas.

Houve “muitas visitas sem resultados práticos”, no entender de João Fonseca, que acusou a edilidade de gastar, em 2018, cerca de seis mil contos somente em viagens que “não deram quaisquer resultados”.

JM/AA

Inforpress/Fim

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