Câmara de São Vicente sem política para a juventude e em “sono profundo” desde eleições – UCID

 

Mindelo, 230 Jun (Inforpress) – O presidente regional da UCID, em São Vicente, João Santos Luís, acusou hoje a câmara de “ausente em política para a juventude” já que, entre outros, encontra-se “em sono profundo” desde as últimas eleições autárquicas.

Em conferência de imprensa para abordar as políticas do sector da juventude da câmara de São Vicente, o dirigente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) fala mesmo em “vazio de políticas” para a juventude, “por descaso” do presidente da câmara, já que ele próprio dirige o Conselho Municipal da Juventude.

“Estão em sono profundo na câmara, sem norte, com uma equipa muito fraca, mas fraca mesmo, sem capacidade de resposta, e é por isso que São Vicente se encontra neste estado”, acusou o líder local dos democratas-cristãos.

João Santos Luís acusou ainda a edilidade de não saber o que fazer com as “recentes instruções” e tomadas de decisão do Governo central quando, precisou, extinguiu o Centro de Juventude de São Vicente e passou aquelas competências para a autarquia.

A juventude da ilha, continuou o político, encontra-se “à deriva”, entregue à sua “própria sorte”, o Conselho Municipal da Juventude “não funciona”, a semana da juventude “não foi realizada em ano”, e “não se conhecem”, ajuntou, as acções da câmara em benefício dos jovens em risco social.

“É fundamental que a câmara de São Vicente passe a considerar a juventude como uma condição social e os jovens como sujeitos de direito”, lançou João Santos Luís, precisando que este enunciado compreende as “noções fundamentais” de oportunidade e direitos.

Oportunidades para adquirir capacidades, explicou, ou seja, acesso à educação, à qualificação e à cidadania, mas também para utilizar capacidades no acesso ao mercado de trabalho, ao crédito, ao desporto, ao lazer e à cultura.

Em conclusão, reiterou, as garantias de direito passam por oferta de serviços que garantam a satisfação das necessidades básicas do jovem mindelense e as “condições necessárias” para aproveitar as oportunidades disponíveis.

“A UCID exige dos poderes instituídos, particularmente da câmara de São Vicente e do seu presidente, melhores políticas públicas municipais que vão ao encontro das exigências e legítimas aspirações dos jovens da ilha”, concluiu João Santos Luís.

A Inforpress procurou, telefonicamente, uma reacção da câmara municipal sobre as acusações da UCID, mas as chamadas não resultaram.

AA/CP

Inforpress/Fim

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