Cadeia de São Martinho contesta acusações das companheiras de reclusos de estão sendo impedidas de os visitar

 

Cidade da Praia, 05 Out (Inforpress) – A direcção da Cadeia Central de São Martinho, Praia, refutou hoje as acusações das alegadas companheiras dos reclusos de que estão sendo impedidas de os visitar, sublinhando que em nenhum momento foram violados os seus direitos.

Em conversa com a Inforpress, o director do estabelecimento prisional da Praia, Paulo Tavares, disse que as visitas aos reclusos têm decorrido “com normalidade”, mas que algumas medidas de segurança devem ser cumpridas antes destas se efectuarem, como a apresentação do documento comprovante de que realmente a pessoa é parente do recluso, assim como é preciso passar por uma revista.

Isso porque, conforme ele, durante todo o mês Julho a direcção da cadeia levou a cabo uma operação de revistas “mais aprofundada” aos visitantes que resultou na detenção de quatro pessoas, todas do sexo feminino, por posse de drogas transportadas nas partes intimas do corpo e que iam ser entregues aos reclusos.

“Se não for concedida uma pessoa o direito da visita é porque apresentou comportamento nocivo ao funcionamento da instituição, por isso, medidas devem ser tomadas para garantir mais e melhor segurança”, afirmou Paulo Tavares, acrescentando que as pessoas que não têm nenhum laço familiar com os detidos estão a aproveitar para levar produtos ilícitos.

Entretanto, no jornal A Nação desta quinta-feira, saiu uma matéria com acusações de supostas companheiras dos reclusos a manifestarem a sua revolta pelo facto da direcção da Cadeia Central de São Martinho as impedir de visitar os seus presos, por alegar que apensas as mulheres casadas e os familiares de primeiro grau têm esse direito.

As informações facultadas pelo director Paulo Tavares foram constatadas pela Inforpress, que notou, no local, que as entradas para as visitas decorriam com normalidade, sendo que a prioridade era dada às pessoas idosas e/ou com algum tipo de deficiência.

A Inforpress também falou com algumas mulheres familiares dos reclusos que aguardavam a entrada para visitas, já que todas tinham o bilhete comprado para tal, assim como na entrada do estabelecimento prisional foi colocado um aviso sobre quem pode visitar os presos.

Entre eles estão a mãe, pai, madrasta, padrasto, irmãos, cunhados, tios, primos, netos, bisnetos, avós, cônjuges e pessoas que vivem em união de facto ou em economia comum.

DR/CP

Inforpress/Fim

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