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“Cada cidadão uma conta bancária é meta do Governo para combater a informalidade” – ministro

Cidade da Praia, 23 Mai (Inforpress) – O Governo quer que cada cidadão cabo-verdiano tenha uma conta bancária e que todos paguem os impostos, para que cada um pague menos, numa economia formalizada, meta apresentada hoje pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças.

Olavo Correia, que falava aos jornalistas após presidir a abertura de uma mesa redonda realizada no quadro do simpósio internacional, a decorrer na Cidade da Praia, sob o lema “Por um sistema financeiro solidário, ético e socialmente responsável”, declarou que já é tempo de acabar com “o discurso do pobrezinho” em Cabo Verde.

“Todos têm de participar no sistema e todos devem estar no sistema formalizado porque a informação é essencial”, declarou , para que o Estado possa “desenhar políticas públicas assertivas”, continuou, e todas as informações para gerir a política de financiamento, a política fiscal e poder actuar em conformidade.

Olavo Correia frisou que todos cidadãos cabo-verdianos, independentemente da sua condição financeira, exigem educação, saúde, segurança, transporte e habitação social, mas lembrou que para que o Estado possa prestar esses serviços necessita de recursos financeiros.

“Caso contrário isso não pode ser continuado. Então todos têm de pagar impostos para que cada um pague menos e cada um vai pagar em função do seu próprio rendimento.  O Estado tem de garantir a justiça fiscal”, sustentou, indicando que quem não tiver rendimento ou rendimento baixíssimo não paga, mas aqueles que têm devem pagar.

De acordo com dados oficiais mais recentes, apenas 43 por cento (%) dos cabo-verdianos têm uma conta bancária e cerca de 60% dos negócios estão no sector informal.

Neste sentido, o vice-primeiro-ministro adiantou que o Governo vai trabalhar com as Organizações não Governamentais (ONG) e outros parceiros para combater a informalidade, sendo que a visão é chegar a meta de “cada cidadão uma conta bancária”.

“Vamos trabalhar em parceria com o Banco Central, com o sistema bancário, com as ONG e com as Institucionais de Micro-finanças (IMF) para permitir que cada cidadão tenha uma conta bancária e possamos ter todas as informações em relação à tramitação financeira”, assegurou o governante.

Por outro lado, adiantou que o Governo está a trabalhar numa política fiscal que seja “amiga do investimento, do micro-empresário e de quem queira inovar e queria empreender” e o país possa ter um sistema capaz de garantir a criação de valor, mas também a criação de recursos financeiros, para que o Estado possa continuar a investir nos domínios em que “tem de ter uma intervenção forte”.

“Cada um de nós é responsável pelo nosso próprio futuro. O Estado não tem nada a dar a ninguém, o Estado deve preparar as pessoas com educação e formação, criar oportunidades por forma a que as pessoas possam colocar o seu talento ao serviço de Cabo Verde, criando emprego e rendimentos para todos”, afirmou.

Conforme indicou, o país tem todas condições para combater e eliminar a pobreza em Cabo Verde, sobretudo a pobreza absoluta, que atinge pelo menos 50 mil pessoas no arquipélago.

MJB/AA

Inforpress/Fim

 

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