Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

“Cabo-verdianos ajudaram a construir Oeiras mais tranquila e segura” – Isaltino Morais

 

Lisboa, 22 Nov (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de Oeiras (Portugal), Isaltino Morais, considerou hoje, em Lisboa, que foram os cabo-verdianos que, pela sua “força, presença e dimensão”, ajudaram a construir a “tranquilidade e segurança” que se vive hoje em Oeiras.

Em declarações à Inforpress, na tarde de hoje, após reunir-se com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, nos Paços do Concelho do seu município, o autarca oeirense foi mais longe e acrescentou que a coesão social em Oeiras se fez “muito à custa” daquilo que foi a intervenção junto das comunidades, onde, sintetizou, a cabo-verdiana é “a mais importante” ainda hoje.

“Oeiras é uma comunidade tranquila, é o concelho mais seguro da área metropolitana de Lisboa que os cabo-verdianos, pela sua força, presença e dimensão ajudaram a construir e temos hoje gente que saiu dos bairros municipais, que criaram as suas empresas e muitos tiraram os seus cursos superiores”, ajuntou a mesma fonte.

Isaltino Morais, que regressou ao comando da Câmara Municipal de Oeiras depois de vencer, com maioria absoluta, o escrutínio autárquico do passado dia 01 de Outubro, em Portugal, aproveitou para fazer uma viagem ao passado para lembrar que, nos anos 90, quando o Município de Oeiras se encontrava num processo de realojamento, a paisagem do território do município era “muito diferente” do que é hoje.

“Oeiras era tinha muitos bairros, quais favelas, onde viviam cerca de cinco mil famílias, perto de 20 mil pessoas em condições de uma degradação extraordinária, sub-humana”, lançou o autarca, lembrando que, na sua maioria, cerca de 60 por cento, era de origem cabo-verdiana, ou seja, aludiu, a comunidade cabo-verdiana era “muito forte” em Oeiras, uma “das maiores” à época.

Disse que tratou desde logo de colocar no seu primeiro programa eleitoral, em 1985, o objectivo de realojar todas as famílias, num “processo moroso” que durou 17 anos a concluir.

Pelo meio, fez-se a geminação com a ilha de São Vicente, a qual, explicou, permitiu que as autoridades cabo-verdianas, quer a nível do Presidente da República, do primeiro-ministro ou do presidente da câmara mindelense, à época Onésimo Silveira, na maior parte desse período, fossem a Oeiras participar das cerimónias de entrega de casas, o que trouxe, sintetizou, credibilidade ao programa de realojamento.

“Gradualmente , fomos adoptando medidas de integração social aqui, com conhecimento das autoridades cabo-verdianas, e gerou-se, com muita facilidade, não só uma cooperação, como também uma compreensão dos problemas que fez com que tudo corresse bem”, ajuntou Isaltino Morais.

“Hoje, ninguém aponta o dedo ao cabo-verdiano e isso significa que demos um passo de gigante”, concluiu.

A geminação São Vicente-Oeiras foi rubricada a 19 de Junho de 1988 e foi a segunda do município de São Vicente com um município estrangeiro, após a primeira, em 1986, com New Bedfort (EUA).

A partir de 2008, assistiu-se ao “enfraquecimento” da geminação São Vicente-Oeiras, que, no entanto, é tida como “a mais frutífera” e que deixou “marcas visíveis” em São Vicente no desporto (polidesportivo coberto Oeiras), na habitação social (bairro Sá Carneiro), mas também em sectores como saneamento, cultura, saúde, educação, infra-estruturas e formação de pessoal.

AA/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos