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Cabo Verde deve utilizar a sua localização e especificidade para ser um estudo de caso sobre as mudanças climáticas – ministro

Cidade da Praia, 05 Dez (Inforpress) – O ministro da Cultura disse hoje que Cabo Verde deve utilizar a sua localização geográfica e a especificidade das ilhas para ser um estudo de caso sobre as mudanças climáticas, que considerou como o grande desafio do século XXI.

Abraão Vicente, que é também presidente da Comissão Nacional da Unesco (CNU), lançou este desafio quando presidia à cerimónia de encerramento da conferência “Sandwatch 2018”, sob o tema “Os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável e o Programa Sandwatch”, realizada na Cidade da Praia.

As mudanças climáticas, no entender do governante, constituem um dos mais graves desafios a serem enfrentados, em função das consequências que o mesmo traz, apontando a elevação do nível da água do mar, a ocorrência de eventos climáticos, o desaparecimento de algumas ilhas como desafios que também se colocam a Cabo Verde.

Por isso, perspectivou que a introdução dos currículos escolares muito mais que as actividades pontuais ligadas a Sandwatch deve ser uma das prioridades, ou seja, a integração da cultura e educação e a educação para as mudanças climáticas devem ser tomadas como parte integrante do calendário educativo nacional.

“Cabo Verde deve, cada vez mais, pensar sobre a nossa conjuntura, a nossa situação e o modo como nós, a partir de programas próprios de educação ambiental, podemos contribuir para que a Cabo Verde cheguem as medidas de forma mitigadas”, disse, defendendo a necessidade de se reforçar o programa educativo para a protecção ambiental e enriquecer os currículos escolares em todas as áreas do ensino.

Na opinião de Abraão Vicente, o que é necessário é a formação de formadores dos educandos e das próximas gerações, tendo neste sentido sublinhado que a própria Sandwatch tem como meta as escolas e a formação da próxima geração sobre os hábitos de consumo das famílias e educandos e das instituições.

Afirmou, por outro lado, que a educação para a mudança climática deve incidir em educar e expandir o número de acções educativas a nível local e regional e que no caso de Cabo Verde deve respeitar as especificidades de cada ilha.

“Produzir materiais didácticos, curso de formação contínua de docentes, também é recomendável adaptar programas educativos que incluam temas de diversidades regional, criação de espaço de educação formal e informal para que a educação contribua para o pensamento crítico”, realçou, ressalvando que a forma como o Estado e os Governos investem devem ser cada vez mais criticamente analisada, no sentido de adoptarem novas práticas de consumo.

As escolas, no entender do presidente da CNU, são não só o futuro aquilo que é o contorno do sistema actual e neste sentido perspectivou que o Sandwahtch será um sucesso na medida em que for possível imprimir nas comunidades cabo-verdianas novas práticas de cuidado, preservação e consumo.

CM/JMV

Inforpress/Fim.

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