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Cabo Verde trabalha para alcançar a meta de 30 % de energias renováveis injectáveis nas redes eléctricas até 2025 – director

Cidade da Praia, 16 Out (Inforpress) – O director nacional da Indústria, Comércio e Indústria, Rito Évora, informou hoje que Cabo Verde tem um plano director que estabelece como meta alcançar 30% de energias renováveis injectáveis nas redes eléctricas até 2025.

Rito Évora fez estas afirmações em declarações à imprensa, à margem do seminário “Portugal – Cabo Verde: Parceria para uma transição energética sustentável”, que está a decorrer na Cidade da Praia, explicando que o referido evento serve de oportunidade para Cabo Verde “beber da experiência” de Portugal em matéria de transição energética e reforçar a cooperação institucional entre os dois países.

Cabo Verde, informou, quer atingir a meta de 30% de energias renováveis injectáveis nas redes eléctricas até 2025, revelando, no entanto, que os dados de 2018 indicam que existe 20.3% de energias renováveis essencialmente eólica e solar conectados às redes eléctricas de produtores independentes.

“Temos um plano director que estabelece metas para o horizonte 2030 que a meta 2025 seria avançar dos actuais 20 para 30% e com os projetos em andamento e que já está numa fase avançada de implementação e os que vão ser lançados a breve trecho, penso que conseguiremos alcançar esse objetivo para 2025”, afirmou.

Entretanto, realçou, o arquipélago está a fazer um “esforço importante” de regulamentação e de regulação do sector, ressalvando que ainda tem uma “margem de progressão importante” a fazer, para garantir o ambiente de negócios necessário para atração de actividades e capital.

Apontou, por outro lado, a questão da redução das perdas não técnicas como um dos “maiores constrangimentos” do sector eléctrico em Cabo Verde, adiantando que se está a preparar para se fazer uma “acção decisiva” para reverter essa situação e “melhorar a performance operacional” do sistema como um todo.

Por seu turno, o director-geral de Energia e Geologia de Portugal, João Bernardo, afirmou que que tendo em conta que o seu país tem experiências em matéria das perdas comerciais, furto de energia, segurança e qualidade da rede, pode ajudar Cabo Verde a também ultrapassar esses constrangimentos.

“Em Portugal, temos inclusivamente gabinetes e departamentos de combate à fraude, já estão montados e temos muita experiência nesta área e isso é uma das coisas que podemos claramente ajudar aqui também no âmbito da cooperação para Cabo Verde ultrapassar este problema que é fundamental para depois criar um sistema resiliente”, salientou.

Para isso, prosseguiu será preciso haver o reforço da regulamentação técnica e maior número de recursos das inspecções, que no seu entender, obriga a acções de formação e capacitação e operacionalização da tarifa social visando apoiar as populações mais desfavorecidas permitindo-lhes o acesso a energia como bem primário.

CM/AA

Inforpress/Fim

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