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Morabeza-Festa do Livro: Cabo Verde tem todas as condições para se impor a nível internacional pela  qualidade da sua produção e pelos seus clássicos – ministro

 

Cidade da Praia, 03 Nov (Inforpress)- O ministro da Cultura e das Industrias Criativas afirmou hoje que Cabo Verde tem todas as condições para se impor a nível internacional, não só pela qualidade da sua literatura contemporânea, mas também pelos seus clássicos da modernidade.

Abraão Vicente fez esta afirmação durante a cerimónia oficial da abertura do Morabeza-Festa do Livro, que aconteceu ao largo do memorial Amílcar Cabral, na Cidade da Praia e que foi presidida pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

O ministro da cultura iniciou o seu discurso homenageado todos as gerações de escritores cabo-verdianos, que, segundo disse, pela sua arte, “ajudaram a moldar os contornos da nossa nação, da nossa pátria e do nosso amado Cabo Verde”.

Para Abraão Vicente, a literatura cabo-verdiana é uma das mais ricas de África lusófona, pois, ao seu ver, o arquipélago tem um património histórico-cultural e linguístico “riquíssimo” em que a vontade de contar estória e histórias sempre moveu o povo de Cabo Verde, através da música teatro, das artes plásticas e da literatura.

“Tenho a firme convicção que Cabo Verde tem todas as condições para se impor a nível internacional, não só pela qualidade da sua literatura contemporânea, mas também pelos seus clássicos da modernidade”, afirmou.

A Morabeza-Festa do Livro que iniciou no dia 30 de Outubro, na Biblioteca Nacional e reuniu, durante esses dias, escritores de África, Ásia, Europa e América Latina, que, segundo o governante, tem despertado atenção da imprensa e dos grandes eventos literários internacionais.

Segundo indicou, esta festa literária contribuiu para o reforço da imagem do país como destino turístico de natureza e cultura, e ainda serviu para estimular o diálogo e a produção literária.

“Se no passado a nossa produção literatura era digna de registo, esta festa do livro e da literatura quer ser o trampolim para se mostrar a nova produção do país do presente e optimista de um futuro de mais e melhor produção literário”, afirmou.

Este certame, que vai até domingo, 05, tem como objectiv dar uma face renovada à política cultural cabo-verdiana no contexto mundial, promover a nova geração de escritores cabo-verdiano, redescobrir os clássicos de sempre, criar uma rede de parceria entre Cabo Verde, Europa, África e América Latina, indicou o governante.

A internacionalização da literatura Cabo-verdiana, o empreendedorismo no sector editorial e a segmentação de uma política pública vocacionada para a formação, promoção do livro e da literatura como matéria essencial para a formação da geração futura de cabo-verdianos, são outras metas que este evento pretende alcançar.

Abraão Vicente reafirmou que todos os escritores convidados estão presentes no evento, com excepção de José Francisco Viegas e Mia Couto, que não se fizeram presente por motivos familiares.

Por sua vez, o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que presidiu a cerimonia oficial de abertura, deu as boas vindas a todos os presentes e incentivou o público a aproveitar este momento de debate e de partilha entre os escritores dessas ilhas e os colegas vindos de outras paragens.

O acto da escrita, para o chefe do Estado, pode ser considerado o “mais solitário que caracteriza o ser humano”, mas apontou que é em encontros como estes que “essa regra se quebra por algum tempo e se revelam técnicas, artes de escrita, e de leitura, se discutem os diversos contornos que insere a produção de um livro”.

Jorge Carlos Fonseca espera que esta I edição da Morabeza- festa do Livro contribua para o enriquecimento de todos e que se seja um espaço onde se produza mais livros, mais literatura, mais leitura, mais e bons leitores.

A Morabeza-festa do Livro continua este sábado e domingo com um leque de temas em debates nas mesas constituídas por escritores cabo-verdianos e internacionais.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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