Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Cabo Verde terá que apostar na diferenciação do seu produto e melhorar a qualidade da actividade turística – ministro

Santa Maria, 03 Set. (Inforpress) – O ministro do Turismo e Transportes disse que Cabo Verde terá que apostar sempre na diferenciação do seu produto e melhorar a qualidade da actividade turística, tendo o Governo desenhado um programa operacional para os próximos cinco anos.

Carlos Santos fez essas considerações ao fazer o balanço dos trabalhos da 64ª Reunião da Comissão Regional da Organização Mundial do Turismo (OMT) para África que decorreu durante dois dias num dos hotéis da cidade de Santa Maria, e chegado hoje ao fim.

No final dessa longa jornada, o titular da pasta do Turismo e Transportes assegurou que os dois objectivos propostos, nomeadamente reforçar a posição de Cabo Verde na OMT, isto é, manter no Conselho Executivo, que é o órgão máximo desta organização, bem como reforçar a condição e comunicação de destino de investimento e de turismo, foram conseguidos.

“Creio que os resultados foram alcançados, tivemos aqui mais de duzentos participantes, isso é turismo , mas é também homens e mulheres de negócio que estiveram aqui presentes. Conseguimos passar uma boa imagem do País, e aprender com muitas alocuções sobre diferentes assuntos que tocam a matéria do turismo, um sector transversal”, considerou, acreditando que se saiu deste encontro com a consciência de que se fez “um bom trabalho”.

Para o governante isso “é bom” para Cabo Verde, num momento, conforme realçou, em que o País precisa reiniciar a actividade económica, recuperar esses dezoito meses de “paragem abrupta, quase obrigatória”, por uma variável exógena que é a covid-19.

Referindo que o Governo tem uma “ambição, uma visão muito clara” do turismo, já que um sector que continuará a ser determinante para a economia, Carlos Santos reiterou que esta visão é fazer este crescimento de uma forma sustentável, preservando os recursos do País, quais sejam ambientais, culturais, humanos, em todas as ilhas, de uma forma harmoniosa, para permitir combater as assimetrias regionais.

“Mas também, fazer com que as nossas gentes, populações e as nossas empresas possam tirar proveito deste sector, e possamos amplificar, cada vez mais, esse efeito multiplicador e essas externalidades positivas que tem em toda a economia”, renovou, revelando que esta paragem motivada pela covid-19 foi também momento de aprendizagem onde se poderá tirar alguns proveitos.

“O turismo é exportar cá dentro. E se nós conseguirmos desenvolver um turismo que toca outros sectores, que possa ancorar outros sectores, neste sector âncora, estaremos a alterar a nossa qualidade de serviços, a preparar-nos, eventualmente para exportar lá fora”, auspiciou.

Nesta ordem de ideias, e compreendendo que a diversificação da economia deverá ter a sua alavanca no turismo, o governante disse que para o futuro, e próximos cinco anos, enquadrado naquilo que é a década da sustentabilidade, o Governo tem desenhado um programa operacional de turismo.

Um programa, conforme explicou, que visa passar dos estudos, da planificação para a prática, que tem cinco pilares essenciais, isto é, a concretização da qualificação da oferta, alteração daquilo que é o “ship” sobre a promoção, governança, o pilar da sustentabilidade, e a aposta do capital humano.

“Vamos arregaçar as mangas para conseguirmos dar a volta à situação em que nos encontramos, e voltarmos aos patamares de crescimento de 2019”, almejou.

SC/JMV
Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos