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“Cabo Verde terá como desafio tornar o Fórum PALOP numa instância mais previsível, consolidada e efectiva” – PR (c/áudio)

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – O Presidente da República (PR) disse hoje que Cabo Verde, enquanto presidente em exercício do Fórum PALOP, terá como “grande desafio” tornar a organização numa “instância mais previsível, consolidada e mais efectiva”, para discutir as “grandes questões”.

Jorge Carlos Fonseca fez esta afirmação à imprensa, no final da Conferência de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).

Conforme o Chefe de Estado cabo-verdiano, durante a conferência ficou aprovado que Cabo Verde passa a presidir o Fórum PALOP, no período de 2021 a 2023, tendo apontando um conjunto de desafios que a assunção desta liderança impõe.

Destacou o desafio de tornar o Fórum PALOP numa instância “mais previsível, mais consolidada e mais efectiva”, que os países passem a concertar mais vezes do ponto de vista político diplomático, assim como concertar sobre as “grandes questões” da vida política, económica e social africana, mas também mundial.

“Questões como a integração africana, as alterações climáticas, a promoção do ambiente, nesta situação que vivemos, a generalização das vacinas para todos os países”, assinalou.

Por outro lado, enalteceu as concertações que têm a ver com apoios a candidaturas provenientes de cada um dos países a outras instâncias internacionais, a cooperação empresarial e também uma maior articulação entre os diferentes espaços regionais.

“Portanto é bom que aproveitemos as potencialidades que são propiciadas pelo facto de pertences regionais diferentes terem benefícios para o desenvolvimento dos nossos países”, frisou.

Jorge Carlos Fonseca avançou também que Cabo Verde procurará uma “coesão mais forte” entre os países africanos de língua portuguesa, assente na partilha de valores comuns, nomeadamente da história da língua, mas também dos princípios que estão nos estatutos do Fórum PALOP.

“Princípios de afirmação e de liberdade de democracia, de boa governação e do respeito dos direitos humanos”, sublinhou.

O encontro, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, serviu para aprovar várias resoluções, uma delas institucionalizar reuniões ministeriais dos PALOP nos sectores da Educação, Cultura, Ensino Superior e Ciência e Tecnologia, tendo Cabo Verde apresentado propostas nos sectores como energia, assuntos do mar e saúde.

Os chefes de Estado dos PALOP manifestaram ainda “preocupação” em relação à situação sanitária provocada pela pandemia da covid-19 nos respectivos países, apelando a um maior intercâmbio de informações, mas também conjugando os esforços para que seja efectivo o acesso universal às vacinas.

“Este Fórum PALOP veio permitir reforçar os laços de cooperação a todos os níveis e de concertação político-diplomático entre os países que fazem parte desta organização”, salientou.

Participaram via zoom chefes de Estado de Angola, que presidia à organização, de Moçambique, da Guiné Bissau e da Guiné Equatorial e o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

HR/ZS

Inforpress/Fim

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