“País tem pontos fortes que lhe permitem avançar com denominações de origem” – presidente IGQPI

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – A presidente do Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual (IGQPI) afirmou hoje que Cabo Verde tem pontos fortes que lhe permitem avançar com as denominações de origem nos produtos feitos no País, apesar dos desafios.

Ana Paula Barros fez esta apreciação à Inforpress no final de um ‘webinar’ sobre “O Papel das Indicações Geográficas (IG) e Marca de Certificação na Valorização da Economia Local”, realizado pelo IGQPI, no âmbito da celebração do mês da qualidade.

“Cabo Verde tem um potencial e já estamos a começar a dar os primeiros passos e há desafios, mas temos pontes fortes que nos permitem avançar, tendo em conta as actividades que estão sendo feitas, no que diz respeito às denominações de origem”, afirmou.

Ainda, prosseguiu, os trabalhos que estão a ser desenvolvidos na área de certificação dos produtos, processos e serviços podem suportar esse processo de denominações, bem como as parcerias a nível nacional e a nível internacional que poderão também dar suporte para rapidamente avançarem com esses trabalhos de certificação e de denominação de origem.

Em Cabo Verde há duas denominações de origem, todas na ilha do Fogo, ou seja a denominação de vinho de Chã das Caldeiras e o vinho da ilha do Fogo, que permitem valorizar esses produtos tradicionais.

Neste momento, informou, está a trabalhar com o Ministério da Agricultura para concluir essas denominações de origem do vinho do Fogo.

Com esse processo concluído, explicou, os produtores podem solicitar o selo e certificação das denominações de origem e assim que Cabo Verde integrar o sistema internacional de protecção e de valorização podem também pedir o registo desses produtos além-fronteiras.

“É um caminho que trará benefícios, não só a nível local, das comunidades, a das famílias, da preservação e muito mais, mas também a nível de reconhecimento do País, aqui e além-fronteiras”, disse, apontando ainda que essa denominação atesta que o produto foi feito numa região demarcada para o efeito, segue critérios de produção e está associada à qualidade.

Para além de reconhecer e valorizar os produtos locais, essas modalidades de protecção previstas no direito da propriedade industrial, segundo esta responsável, é uma forma de melhorar a qualidade da oferta turística e diversificar essa mesma oferta turística, o que terá um impacto na economia do País.

Ana Barros adiantou ainda que o IGPQI está a trabalhar no processo de identificação de outros produtos que podem ser protegidos, através das indicações geográficas e das denominações de origem, como é o caso de produtos agrícola e agro-alimentar, e o sector do artesanato, nomeadamente com o pano de terra e a olaria.

“Tudo isto promove a concorrência leal e inibem a contrafacção. Se ver o que está acontecendo com alguns produtos nossos do artesanato que vemos imitações então é uma maneira de resgatarmos aquilo que é nosso, preservar as nossas tradições e valorizar com todos esses benefícios”, precisou.

Com estes ‘webinares’, que terão lugar durante o mês de Novembro, indicou, o IGPQI pretende, para além de informar as empresas, organizações e associações sobre este processo de Indicações Geográficas e de denominações de origem, “beber das melhores experiências” do que é feito a nível internacional nesta matéria.

AM/AA

Inforpress/Fim

 

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