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Cabo Verde segundo OMS encontra-se no índice 62 em matéria de cobertura universal em saúde – ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – Cabo Verde, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), corresponde a índice 62 em matéria de cobertura universal em saúde, disse hoje o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário.

O governante, que falava no acto da abertura do II Fórum da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a Saúde em África, que decorre de 26 a 28, na Cidade da Praia, sob o tema “Alcançando a cobertura universal de saúde e segurança sanitária: A África que queremos ver”, avançou que esforços e resultados obtidos no sector é fruto de um trabalho feito da independência a esta parte.

“São resultados que estão plasmados nos diversos indicadores de saúde que têm contribuído para melhorar o índice de desenvolvimento humano e socioeconómico do país. Esforços substanciais foram desenvolvidos no sentido de melhorar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde de qualidade e de proximidade”, assegurou.

Hoje, sublinhou no seu discurso, a rede de infra-estruturas de saúde atinge mais de 80 por cento (%) de população a viver a menos de 30 minutos de uma estrutura de saúde.

Ainda segundo o ministro da Saúde, no sector foi definido e implementado um pacote de cuidados essências que garante o acesso aos cuidados de saúde, incluindo, medicamentos para doenças como tuberculose, VIH/Sida, paludismo, o controlo de pré-natal, parto seguro, vacinação entre outros.

“Hoje Cabo Verde tem uma população mais saudável e com uma esperança de vida de 72 anos para homem e 80 para mulheres. O país foi considerado livre do pólio em 2016 e um conjunto de doenças está em fase de eliminação nos próximos anos, tais como o paludismo, transição vertical mãe/filhos VIH/Sida, o sarampo, a rubéola e a sífilis congénita”, destacou.

Apesar dessas melhorias, acentuou que a condição estrutural do país, por ser arquipelágico, continua a desafiar as soluções actualmente existentes.

E para resolver esse problema, realçou que foram elaborados projectos de alargamento para a capacidade de respostas no que diz respeito a rede de infraestruturas de saúde de atenção primária, mas também de cuidados hospitalares diferenciados.

“Feito isso, hoje contamos com cinco ilhas do país com cuidados diferenciados, telemedicina com forte impacto na diminuição de evacuações entre ilhas”, frisou.

Neste âmbito, o ministro avançou que a actual taxa de cobertura, que inclui mais de 40% de população beneficiando da cobertura social, constitui um importante elemento para a redução dos constrangimentos financeiros no acesso a determinados serviços e bens de saúde, incluindo medicamentos.

Mesmo assim, Arlindo do Rosário afirmou no seu discurso, que o Orçamento do Estado continua a ser a principal fonte de financiamento de saúde em Cabo Verde e que quando associado ao seguro social ultrapassa os 75%.

Por isso, para fazer face aos desafios que ainda persistem, disse que o governo pretende continuar a contar com todos os parceiros nacional e internacional.

A directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, disse na sua exposição, que a realização desse encontro em Cabo Verde é uma forma de inspirar e tirar ensinamentos dos progressos que o arquipélago conquistou para melhorar a saúde das suas populações.

Felicitou a liderança do país por combinar as acções com uma” visão e governação sólida, estratégica e com tónica na equidade”.

“A par disso, embora tenhamos investido muito para melhorar o sistema de saúde na região, resta muito ainda por fazer. Dados dos relatórios das estratégias de Afro Who mostram que as despesas com saúde aumentaram de 90% em 2010 para 144% em 2014, mas as despesas directas com os cidadãos aumentaram de 28% para 31% em 2014”, explicou.

Matshidiso Moeti referiu-se ainda, sobre a existência de uma grande variação de disponibilidade de profissionais de saúde que vai de 0,01 médico para mil pessoas e enfermeira e parteiras de 0,14 para 5.1, e das disponibilidades de serviço que vão de 44,3% até 80% com uma média de 58% de disponibilidade mais baixa entre os idosos e adolescentes.

Para melhorar o sistema de saúde a nível do continente africano, realçou que os objectivos e temas do fórum de saúde para África estão no centro da agenda para transformação que vem sendo desenvolvido no continente nos últimos quatro anos.

Neste particular, sublinhou que duas das principais prioritárias da OMS África foi ajudar os Estados membros e a região a acelerar para a cobertura universal da saúde, criando resiliências e capacidades para a segurança sanitária.

“Nos últimos quatro anos este programa de reforma ambicioso alcançou resultados positivos em matéria de segurança de saúde, cobertura universal da saúde e uma OMS adequada para a região africana”, disse.

Conforme Matshidiso Moeti, a OMS África está a apoiar medidas para reduzir os cuidados de saúde, assim como apoiar as pessoas que estão num nível informal como nos Camarões.

“Estamos a elaborar programas em toda a região e os ministros de saúde estão a estabelecer parcerias e a deslocar a atenção para novos sistemas de saúde. Face a isso, cerca de 40 países africanos têm sistemas de saúde para avaliação e a coordenação de acções dos parceiros, enquanto que 23 parceiros estão a desenvolver programa de resiliências”, informou.

Perante esta situação, disse estar satisfeita por dizer que a agenda de transformação está a seguir e a ter um “impacto diferenciado” em toda a região que está a desenvolver esforços para estabelecer mais parcerias, incluindo com o sector privado em prol do sistema da saúde.

“Os debates a serem realizados neste encontro são importantes para alcançarmos esforços, estabelecer mais parcerias, alinhar prioridades e galvanizar o empenhamento dos lideres nacionais para atingirmos os ODS”, ajuntou.

Quanto a Cabo Verde afirmou ter ouvido, com atenção, o discurso do ministro de Saúde sobre a melhoria dos serviços no sector e, sublinhou, por outro lado, que a tecnologia tem sido um suporte importante para facilitar a prestação do serviço e melhorar a equidade.

Lembrou ainda no seu discurso, que 26 países na região já desenvolveram estratégias de saúde electrónica, sendo que no Quénia, o resultado indica redução do tempo de consultas em 22% e de espera em 38%, e na Zâmbia os centros de saúde e hospitais estão a utilizar um cartão electrónico com o historial dos doentes para facilitar e melhorar a saúde digital em toda região.

O II Fórum da OMS sobre a Saúde em África reúne durante dois dias, em Cabo Verde, líderes globais e especialistas em saúde para identificar soluções viáveis para fortalecer os serviços de saúde africanos, promover uma segurança sanitária mais eficaz e incentivar avanços significativos para alcançar a cobertura universal de saúde.

O objectivo do evento, segundo os promotores, vai muito além do diálogo visando fornecer uma plataforma onde novas parcerias, iniciativas e programas sejam forjados para criar mudanças significativas e efetivas que melhorarão a vida e tornarão melhores os serviços de saúde disponíveis para todos.

Os principais temas incluirão a ligação entre a segurança da saúde e a cobertura universal de saúde, a colaboração multissetorial, o investimento do setor privado, o aproveitamento de soluções tecnológicas e o engajamento dos jovens.

A escolha de Cabo Verde para acolher este Fórum, deve-se ao facto de se posicionar como um exemplo na região, desde que se tornou independência em 1975.

PC/CP

Inforpress/Fim

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