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Cabo Verde registou progressos consideráveis na Saúde Sexual e Reprodutiva das mulheres e raparigas – VerdeFam

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – A directora executiva da Verdefam, Elizabete Xavier, considerou hoje que Cabo Verde tem registado progressos consideráveis no que se refere à Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos das mulheres e raparigas.

Elizabete Xavier, que falava à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da População, que se assinala a 11 de Julho, sobre o tema “Como salvaguardar a saúde incluindo a Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos das mulheres e raparigas em tempos de pandemia da Covid-19”, sublinhou que os indicadores do III Inquérito Demográfico e de Saúde (IDSR III) confirmam estes progressos.

“Um dos grandes progressos é a redução da mortalidade materna, os partos a serem realizados nas estruturas de saúde, o acompanhamento do pré-natal, o progresso na eliminação da transmissão vertical do VIH e a redução do número de filhos por mulher”, disse Elizabete Xavier.

Apesar destes ganhos, aponta desafios a serem combatidos, nomeadamente, a gravidez na adolescência, o diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, o cancro da mama e do colo do útero, e o reforço da educação sexual compreensiva para adolescentes e jovens nas escolas e comunidades.

A violência baseada no género e práticas nocivas para meninas e mulheres, bem como uma atenção acrescida aos grupos vulneráveis, foram também apontadas como desafios, assim como a superação das necessidades não satisfeitas ainda existentes no país no domínio dos Direitos Sexuais e Reprodutivos.

No entanto, para ajudar o país, afirmou que a VerdeFam tem todos os seus projectos e programas, no domínio da Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos, alinhados com a agenda 2030, uma vez que o compromisso da organização é “tudo fazer para apoiar o país a conseguir os objectivos da Agenda 2030, para que ninguém seja deixado para trás”.

Questionada se o acesso à informação e aos serviços essenciais de saúde e direitos sexuais e reprodutivos em Cabo Verde está a funcionar, aquela responsável, apesar de admitir as dificuldades do país, sublinha a existência de um trabalho e vontade de superação.

“Somos arquipelágicos, temos condições diferentes nas ilhas, no meio urbano e rural. Consideramos os Direitos Sexuais e Reprodutivos, um Direito Humano, pelo que o acesso à informação e aos serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) são prescindíveis para o desenvolvimento que se quer sustentável, equitativo e inclusivo”, acrescenta.

Quanto à questão se o país conseguiu ou não proteger a Saúde e os Direitos Sexuais e Reprodutivos e promover respostas às questões de género na crise da Covid-19, admitiu que foi conseguido mas frisou que, para isso, houve alguma preparação para que os serviços de saúde e de saúde sexual e reprodutiva não deixassem de funcionar.

Segundo Elizabete Xavier, as organizações da sociedade civil, as instituições públicas e os parceiros de desenvolvimento articularam-se e desenvolveram acções e respostas, para o actual contexto, em termos de informação, serviços, acompanhamento e reencaminhamento visando, com isso, facilitar o acesso e combater a violência baseada no género.

“A VerdeFam, como ONG com 25 anos de existência, tem acompanhado o processo com a promoção dos Direitos e o acesso à informação e serviços de saúde sexual reprodutiva. O trabalho feito respeita o cumprido na sua missão de defender, promover e garantir maior acessibilidade no exercício dos Direitos Sexuais e Reprodutivos”, garantiu.

A instituição, frisou, tem contribuído também para fornecer informação e serviços de saúde de qualidade principalmente para a população mais vulnerável, visando com isso contribuir para que o país consiga atingir os ODS.

PC/HF

Inforpress/Fim

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